Junho Vermelho: Hemosc de Criciúma registra estoque baixo de sangue tipo O e A

Mês é dedicado à conscientização para a importância da doação de sangue que pode salvar vidas como a da fisioterapeuta Patrícia Damian Patrício; confira

No mês de conscientização para a doação de sangue, o Hemosc ( Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) de Criciúma destaca o baixo estoque de do tipo sanguíneo O e A. O Junho Vermelho foi criado para levar conscientização e busca aumentar o número de doações de sangue. Já que neste período esse número tende a baixar.

“Estamos no Junho Vermelho, que é o mês inteiro dedicado à conscientização da importância da doação de sangue. Todos os tipos de sangue são bem vindos, porém os dois tipos O e A é o que mais estamos precisando no momento que nosso estoque tem mais carência”, destaca a coordenadora de captação do Hemosc de Criciúma, Maria Regina Boteon.

Hemosc de Criciúma está com estoque baixo de sangues tipos O e A – Foto: Reprodução/NDTV/NDHemosc de Criciúma está com estoque baixo de sangues tipos O e A – Foto: Reprodução/NDTV/ND

A estimativa é de que com uma bolsa de sangue possam ser salvas quatro vidas. A fisioterapeuta Patrícia Damian Patrício sabe bem disso. Durante o tratamento de uma leucemia, ela tinha que realizar transfusão de sangue periodicamente.

“Meu período todo além das quimioterapias era transfusão de sangue. Eu fazia químio cinco a sete dias na semana, meu tratamento foi todo internado, e depois ficava mais 15 dias no processo de receber sangue e plaquetas “, conta

Após seis meses de tratamento, a falta do tipo sanguíneo de Patrícia no estoque do Hemosc quase a levou à morte. Porém, através das redes sociais, ela lançou uma campanha que movimentou toda a região.

Patrícia precisou de transfusão de sangue durante tratamento de leucemia e destaca a importância da doação – Foto: Reprodução/NDTV/NDPatrícia precisou de transfusão de sangue durante tratamento de leucemia e destaca a importância da doação – Foto: Reprodução/NDTV/ND

“Ali eles abraçaram a causa e foi uma campanha linda. De manhã lancei a primeira mensagem no Whatsapp, à tarde fiquei sabendo que o Hemosc estava lotado para doações e isso se estendeu pelo resto do mês. Então foi muito bonito, me emocionei várias vezes”, lembra Patrícia.

A doação de sangue permitiu que ela conseguisse se curar da leucemia. “Tenho o sangue de muita gente nas minhas veias. Eu apelo realmente para o mundo todo que vá doar. Se tem condições de doar, vá doar, porque não ajuda uma vida, ajuda milhares de vidas”, ressalta.

Da dor da perda, a solidariedade

Já o aposentado Roberto Carlos Elias começou a doar sangue quando o filho, na época com nove anos, faleceu de leucemia e não parou mais. Já são 88 doações desde então.

“Tive um filho que teve leucemia, então desde a época que estava no hospital eu comecei a doar sangue e nunca mais quis parar”, conta, “Sem palavras é só felicidade. Eu sou feliz em doar sangue”, ressalta

Para poder doar a pessoa tem que ter idade entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50 kg, sendo que menores de idade precisam da autorização dos pais ou responsável. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 90 dias entre as doações. Já os homens podem doar quatro vezes com intervalo de 60 dias entre uma doação e outra.

““Convido a todos que quem tem boa saúde que tire um tempinho e venha até o Hemosc”, convida a coordenadora.

O Hemosc de Criciúma fica na Avenida Centenário, 1.700, bairro Santa. Bárbara. O telefone para contato é o (48) 3444.7400.

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