Karina Manarin

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Justiça condena empresa que vendeu mas não entregou R$ 2 milhões em máscaras a SC

Durante a pandemia, ainda em 2020, a empresa vendeu mas não entregou máscaras cirúrgicas ao estado de SC

A 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina , em matéria sob a relatoria do desembargador Carlos Adilson Silva, confirmou as penalidades impostas a uma distribuidora de medicamentos que, durante a pandemia da Covid-19, ven​deu mas não entregou o equivalente a mais de R$ 2 milhões em máscaras cirúrgicas ao Estado.

A distribuidora foi penalizada com multa de 10% sobre o contrato e ainda foi suspensa de participar de novas licitações pelo prazo de seis meses. O mandado de segurança impetrado pela empresa foi indeferido por unanimidade pelo colegiado.

Máscaras não foram entregues – Foto: DivulgaçãoMáscaras não foram entregues – Foto: Divulgação

O contrato firmado pela Secretaria de Saúde na ordem de de R$ 2.080.000 teve dispensa de licitação. A ordem de fornecimento foi expedida no dia 19 de março de 2020, com prazo de entrega dos insumos em até três dias.

Após a assinatura do contrato, a empresa alegou a impossibilidade de cumprimento pela falta de material disponível para a confecção das máscaras cirúrgicas no mercado. Assim, requereu o cancelamento do empenho e do contrato, sem a imposição de qualquer penalidade.

O Estado deflagrou o processo administrativo e a empresa alegou a excludente de caso fortuito ou força maior. Na sequência, o contrato foi rescindido e aplicadas as sanções de multa de 10% sobre o valor do contrato e a suspensão do direito de licitar pelo prazo de seis meses.

Inconformada, a distribuidora de medicamentos impetrou mandado de segurança no TJSC. Requereu que deve ser reconhecida ao menos a culpa recíproca, uma vez que o Estado de Santa Catarina também não efetuou o pagamento no prazo assinalado e as penalidades devem ser revistas sob a ótica da razoabilidade.

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