Dados apontam que ‘lockdown de fim de semana’ foi ineficiente em Joinville

Número de casos ativos, internações e mortes aumentou em Joinville durante a medida restritiva implantada pelo governo do Estado em Santa Catarina

Santa Catarina vive o momento mais crítico da pandemia e para tentar conter a curva de transmissão do coronavírus e evitar internações e mortes no Estado, o governo estadual implementou, ainda em fevereiro, um ‘lockdown de fim de semana‘ em todas as cidades, inclusive Joinville.

<em>Lockdown</em> previa o fechamento de serviços não essenciais no fim de semana &#8211; Foto: Raquel Schiavini Schwarz/NDLockdown previa o fechamento de serviços não essenciais no fim de semana – Foto: Raquel Schiavini Schwarz/ND

A medida durou três fins de semana e previa a proibição de funcionamento de serviços considerados não essenciais desde às 23h de sexta até às 6h de segunda. Durante o período, Joinville intensificou as fiscalizações para conter aglomerações, assim como outros municípios do Estado.

Porém, quase um mês após o primeiro ‘lockdown de fim de semana’, os números mostram que a medida restritiva não surtiu efeito e o número de casos ativos, internações e mortes continuou aumentando em Joinville.

Em 26 de fevereiro, primeiro dia de implementação da medida, a cidade tinha 190 internados, 697 mortes e 2.555 pessoas em isolamento social.

Já no segundo final de semana, os números eram maiores e subiram durante os três dias de lockdown. No domingo, 7 de março, eram 242 internados, 744 mortes e 3.101 pessoas em isolamento social.

Por fim, no terceiro e último final de semana de lockdown, os índices em Joinville eram ainda mais preocupantes: no domingo, 14 de março, a cidade tinha 274 internados, 793 mortes e 4.193 pessoas em isolamento.

Dessa forma, desde o primeiro até o último dia de lockdown no fim de semana, houve mais 84 internados, 96 mortes e 1.638 pessoas em isolamento por estarem contaminadas pelo vírus.

“Restrições parciais não afetam a evolução da pandemia”

Diante dos números, o infectologista e coordenador médico da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Joinville, Luiz Henrique Melo, acredita que a medida não trouxe o resultado esperado.

“A análise dos números de casos novos, casos ativos, número de óbitos, ocupação de leitos de UTI, enfermaria e atendimentos em pronto atendimentos e unidades básicas mostram claramente que medidas paliativas com restrições parciais não afetam a evolução da pandemia”, avalia.

Além disso, ele reforça isso cria a sensação de que lockdown não funciona. “São necessárias medidas amplas e com duração suficiente para conter a avalanche que estamos sofrendo”, destaca Melo.

A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada pelo ND+ para comentar os resultados da medida, mas não retornou até a publicação da reportagem.

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Saúde