Mais um caso de fura-fila da vacina da Covid-19 é investigado em SC

Situação ocorreu no município de Apiúna, no Vale do Itajaí, que já apura outro fura-fila e também o furto de doses do imunizante

A prefeitura de Apiúna, município do Vale do Itajaí, investiga mais um caso de fura-fila da vacina contra a Covid-19. Esta é a segunda vez que o município identifica a situação.

Prefeitura de Apiúna apura mais um caso de fura-fila da vacina da Covid-19 – Foto: Leandro Schmidt/NDPrefeitura de Apiúna apura mais um caso de fura-fila da vacina da Covid-19 – Foto: Leandro Schmidt/ND

De acordo com o prefeito Marcelo Doutel da Silva, o caso correu no dia 17 de março em uma unidade de saúde do município. Segundo ele, a vacinadora explicou que a senhora estava na fila para tomar a vacina e que só depois de aplicar o imunizante a servidora pediu os documentos da cidadã.

Foi apenas neste momento que a vacinadora percebeu que a senhora tinha 71 anos e não fazia parte da faixa etária que estava sendo imunizada naquele momento. Na data em que o caso ocorreu, a vacinação em Apiúna era destinada a idosos entre 77 e 79 anos. Segundo Doutel, a vacinadora garantiu que não conhece a idosa que recebeu a dose.

De acordo com o prefeito foi aberto um processo administrativo para apurar a situação e a servidora, que é técnica de enfermagem e atua como vacinadora, foi afastada do trabalho até que o caso seja esclarecido.

Mais fura-fila e furto de doses

A administração municipal também apura outro caso de fura-fila, quando a vacinadora decidiu, por conta própria, aplicar uma dose que teria “sobrado” no próprio pai, que não fazia parte da faixa etária que estava sendo vacinada.

Neste caso a servidora também foi afastada e aguarda a conclusão da apuração, segundo o prefeito.

Os dois casos foram identificados durante a investigação do furto de um frasco com 10 doses da Coronavac de uma unidade de saúde do município. O crime segue sob investigação da polícia e o prefeito diz que aguarda a conclusão do inquérito para definir o que será feito.

“Nós abrimos o processo administrativo e, caso seja funcionário ele vai ser exonerado, mas a polícia precisa comprovar quem foi. Depois disso nós já colocamos câmeras, a polícia busca as vacinas para nós e depois do furto ainda descobrimos essas duas vacinadoras que aplicaram fora da faixa etária, mas são dois casos isolados”, afirma Doutel.

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Saúde