Médico avalia os principais desafios de um ano da pandemia em Joinville

Danilo Abreu faz balanço das ações e fala dos obstáculos enfrentados por hospital e pelos profissionais de saúde

No momento em que nos aproximamos de um ano de pandemia, superintendente médico assistencial do Hospital Dona Helena, de Joinville, Danilo Abreu, fez um balanço das ações e os principais obstáculos enfrentados. 

O primeiro caso confirmado de Covid-19 atendido no Dona Helena foi registrado em 16 de março de 2020, no entanto, a preparação para esse período pandêmico se iniciou antes, em janeiro, quando foi instituído um comitê de crise.

Garantir estoque de insumos foi um dos maiores obstáculos neste um ano de pandemia, disse Danilo Abreu <span style="font-family: Merriweather, sans-serif;"> </span>&#8211; Foto: Divulgação NDGarantir estoque de insumos foi um dos maiores obstáculos neste um ano de pandemia, disse Danilo Abreu  – Foto: Divulgação ND

“Observar o que estava acontecendo na China e na Europa foi importante para nos mobilizarmos, antecipadamente, para a adoção de medidas preventivas, novos protocolos e rotinas”, comenta o especialista.

Uma das primeiras medidas tomadas pela unidade de saúde, ainda em março, foi realizar a triagem dos pacientes e a separação da emergência em respiratória e não respiratória, para que os pacientes não se misturassem.

Em determinados momentos, também foram suspensas cirurgias e atendimentos eletivos, assim como em outros hospitais.

Desafios

Garantir estoque de insumos foi um dos maiores obstáculos, disse Danilo Abreu. A instituição sentiu falta de itens no mercado e variação dos preços, principalmente de equipamentos de proteção, produtos descartáveis e medicações.

A gestão de leitos e de equipes também mereceu atenção redobrada, acrescenta o médico.

“Visando a recuperação dos pacientes que tiveram a Covid-19, abrimos um ambulatório de fisiatria, visando o tratamento das sequelas da doença, a reabilitação integral, para que esses pacientes possam retornar à sociedade e aos ambientes familiar e de trabalho da melhor forma possível”, conta.

Por fim, o especialista destaca o envolvimento e o esgotamento dos profissionais da saúde.

“A classe que vem sofrendo com uma enorme pressão psicológica, um grande sentimento de impotência perante uma doença que se agrava, por mais que se trate, e com um número crescente de pessoas contaminadas.”

Danilo lembra, inclusive, que muitos profissionais tiveram de ser afastados por conta de contaminação em suas famílias, porém, poucos contraíram e continuam na luta para acabar com a pandemia.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.

+

Saúde