Médico que morreu em voo da lua de mel pesquisava sobre depressão em pacientes com câncer

Glauto Melo era doutorando da Universidade Federal do Piauí e morreu em decorrência de um possível infarto

O médico oncologista Glauto Tuquarre Melo, de 49 anos, que morreu por suspeita de infarto durante um voo do Brasil para as Maldivas, em sua lua de mel, cursava o seu primeiro ano de doutorado na UFPI (Universidade Federal do Piauí). Ele morreu na madrugada desta segunda-feira (25) e pesquisava sobre a depressão em pacientes com câncer.

Glauto Melo deixou esposa e filha de 11 anos – Foto: Reprodução/InstagramGlauto Melo deixou esposa e filha de 11 anos – Foto: Reprodução/Instagram

Tuquarre viajava com sua esposa, a publicitária Lícia Dutra Tuquarre. O casal havia se casado no último sábado (23), em Teresina, no Piauí. Os dois embarcaram na segunda-feira em São Paulo e fariam uma conexão em Doha, capital de Catar.

Os familiares do médico ainda aguardam o transporte do corpo do Catar para o Brasil e a previsão é que ele leve no mínimo três dias para ser liberado. Por enquanto, não há informações sobre o velório. Glauco, além de Lícia, deixou sua filha de 11 anos.

Especialista em oncologia

Vindo de Manaus, Amazonas, Tuquarre pesquisava a influência da depressão no reaparecimento do câncer de mama. O médico morava há 20 anos em Teresina e se especializou em oncologia, fazendo um mestrado sobre câncer colorretal.

Desde desse momento ele exerceu sua profissão em diversos hospitais, um deles em Caxias (MA), Teresina e em Parnaíba. Além disso, ele foi professor da Uespi (Universidade Estadual do Piauí) e nos últimos tempos fazia plantões em hospitais públicos e era sócio de uma clínica oncológica na capital do Piauí.

Uma pessoa muito humana

Irislene Costa, nutricionista do mesmo grupo de pesquisa de Tuquarre, afirmou que o médico era uma pessoa muito preocupada em realizar um estudo que pudesse ser aplicado no dia a dia das pessoas.

“Uma pessoa muito humana”, afirmou ela. Segundo a nutricionista, ele era uma pessoa extremamente empolgada e que queria ver os pacientes, sobretudo aqueles com pouco poder aquisitivo, terem acesso a medicamentos para tratamentos. “Se preocupava se o paciente tinha dinheiro para se deslocar e conseguia doação de medicamentos para eles. Ele amava o que fazia”, disse.

Para a família, o médico acreditava que o diagnóstico de câncer não era uma sentença de morte. Preferia acreditar na esperança e na ciência.

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