Medina x Djokovic: veja como atrasar ou recusar a vacina da Covid-19 afeta atletas em torneios

Djokovic se recusa a receber o imunizante e Medina, agora vacinado, ficou de fora da etapa final do Mundial do Surfe por não ter tomado o imunizante a tempo

No último ano, Gabriel Medina ficou de fora da etapa final do Mundial do Surfe por não ter tomado a vacina contra a Covid-19 a tempo de competir. Na época, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) disponibilizou os imunizantes para os atletas, mas Medina, agora vacinado, segundo sua assessoria de imprensa, não priorizou a imunização.

Por não se vacinar, Medina ficou de fora da etapa final do Mundial do Surfe – Foto: Instagram/Reprodução/NDPor não se vacinar, Medina ficou de fora da etapa final do Mundial do Surfe – Foto: Instagram/Reprodução/ND

Para fugir de comentários nas redes sociais, o surfista escreveu à época “vacina salva vidas, galera! Foi um erro eu não ter conseguido encaixar a imunização na minha agenda de treinos pros desafios desse ano, focado no Campeonato Mundial, mas em breve tomarei a minha”.

Já em 2022, um caso parecido está chamando a atenção do mundo esportivo novamente. Dessa vez, o tenista Novak Djokovic foi barrado no aeroporto de Melbourne, na Austrália, e teve sua entrada negada no país na última quinta-feira (6), após não ter se vacinado contra a Covid-19.

Diferente de Medina, o tenista sérvio não recebeu o imunizante por escolha própria. Ele disse, dias antes da competição de tênis Australian Open, da qual iria participar, que teria ganhado “isenção médica” para não precisar ser vacinado contra a doença.

A polêmica envolvendo Djokovic

“Pessoalmente, sou contra a vacinação e não quero que alguém me force a ser vacinado para viajar”, disse Novak durante um encontro virtual com outros atletas sérvios em 2020. Desde então, o tenista vem se posicionando contra a exigência.

Tenista recusou recebimento da vacina – Foto: Internet/Divulgação/NDTenista recusou recebimento da vacina – Foto: Internet/Divulgação/ND

No torneio Aberto da Austrália não seria diferente. Para conseguir a isenção médica, o tenista disse ter se infectado com o vírus recentemente, no dia 16 de dezembro, o que não permitiria que ele tomasse a vacina neste momento, por conta do intervalo entre infecção e recebimento dos imunizantes.

Segundo a defesa do jogador, ele estava sem sintomas, e foi alocado em um quarto de hotel esperando pelo parecer das autoridades australianas sobre a sua deportação ou não.

Nesta segunda-feira (10), o juiz federal Anthony Kelly, que cuidou do caso, determinou a autorização do visto de Novak para entrar no país e competir no Aberto da Austrália.

“Estou satisfeito e grato ao juiz que anulou o cancelamento do meu visto. Apesar de tudo o que aconteceu, quero ficar e tentar competir no Australian Open. Continuo focado nisso. Eu voei até aqui para jogar em um dos eventos mais importantes que temos diante de fãs incríveis”, disse o tenista”.

O Aberto da Austrália será disputado do dia 17 até o dia 30 deste mês. Novak é campeão das últimas três edições do torneio.

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