Menos casos, mais mortes: o que explica o cenário da dengue em Joinville

Cidade já registrou sete mortes pela dengue em 2022, dois a mais que em todo o ano passado

Em menos de cinco meses, a cidade de Joinville, no Norte de Santa Catarina, ultrapassou o número de mortes por dengue de todo o ano anterior. Em 2021, cinco óbitos foram registros no município. Em 2022, já são sete confirmados até meados de maio.

Joinville já confirmou sete mortes por dengue em 2022 – Foto: Prefeitura de Joinville//DivulgaçãoJoinville já confirmou sete mortes por dengue em 2022 – Foto: Prefeitura de Joinville//Divulgação

Embora o número de mortes seja maior, o índice de casos confirmados da doença é menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Até agora, são 6.029 casos confirmados, enquanto em maio de 2021 eram cerca de 12 mil pessoas diagnósticas com a doença.

Mas se há menos casos, por que, então, há mais mortes? Segundo o secretário de saúde, Jean Rodrigues, isso tem acontecido porque os pacientes estão chegando às unidades de saúde já com estado de saúde agravado pela doença.

“A relação número de casos versus número de óbitos se dá porque o agravamento dos casos está maior”, fala. Ele ainda destaca que a diminuição do número de casos é resultado de um trabalho intenso com mutirões e campanhas em diversos bairros e escolas, feito desde 2021.

Como funciona o atendimento em relação à dengue

Jean destaca que, até o momento, a dengue não impactou de forma significativa o número de internações. Por isso, não houve necessidade de fazer adequações nos fluxos de atendimento.

Segundo ele, o teste rápido para a doença, que é fornecido pelo governo estadual, está em falta diante da dificuldade de importação, cenário que se repete no restante do país. Quando necessário, outra opção é o exame laboratorial.

“Como a dengue possui sintomas bastante peculiares, em muitas situações não é necessário o exame para que o médico possa diagnosticar a doença”, diz Jean. Vale destacar que pessoas com comorbidades estão no grupo de risco para a doença.

O secretário orienta que pessoas com sintomas busquem atendimento nas UBSFs. Caso haja algum sintoma mais grave, o atendimento também pode ser feito nas unidades de pronto-atendimento. Em caso de suspeita de dengue, é fundamental reforçar a hidratação, ingerindo muito líquido.

Jean pede, ainda, a colaboração da população. “É fundamental que cada morador tire apenas 10 minutos por semana para fiscalizar seu quintal e eliminar os pontos com água parada”. O pedido é ainda mais importante para quem mora no Costa e Silva, bairro com mais casos de dengue na cidade.

De acordo com o secretário, ações da vigilância ambiental nos bairros com mais casos, incluindo mutirões, conscientização nas empresas e orientações nas unidades de saúde, também foram intensificadas.

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Saúde

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