Ministério da Saúde divulga boletim do sarampo e SC está entre os Estados com mais casos

Ministério da Saúde já registrou mais de 3 mil casos de sarampo no Brasil em 2019; estado de São Paulo concentra mais de 97% dos casos confirmados

Um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nessa sexta-feira (13) confirmou que o Brasil tem 16 Estados com surto ativo de sarampo. O boletim mostra Santa Catarina como o quinto Estado com o maior número de casos, com 12, entretanto, no último boletim divulgado pela Dive-SC, em 10 de setembro, (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) o Estado já possui 19 casos confirmados.

Santa Catarina já tem 19 casos de sarampo confirmados de acordo com a Dive-SC – Divulgação/NDSanta Catarina já tem 19 casos de sarampo confirmados de acordo com a Dive-SC – Divulgação/ND

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 3.339 casos confirmados de sarampo em 16 Estados, nos últimos 90 dias. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passaram a integrar a lista de Estados com surto ativo da doença.

O atual boletim aponta a notificação de 24.011 casos suspeitos, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Os casos confirmados, neste último levantamento, representam 89% do total de 2019. Não houve novos registros de óbitos.

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A maioria dos casos confirmados, 97,5%, está em São Paulo (3.254), seguido do Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

Casos em Santa Catarina

No Estado de Santa Catarina, de acordo com dados da Dive divulgados na terça-feira (10), foram notificados 195 casos suspeitos de sarampo em 2019. Deste total de casos, foram descartados 160 casos, confirmados 19 e 16 estão em investigação e/ou reteste, conforme protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Do total de casos já confirmados, 3 foram em tripulantes de navio em fevereiro e outros 16 casos estão distribuídos geograficamente nos municípios de Florianópolis (12), Guaramirim (1), Barra Velha (2) e Balneário Camboriú (1).

Recomendações

Considerando a alta transmissibilidade do sarampo, o atual comportamento da doença no cenário brasileiro e surtos ativos em três municípios dos Estados de Santa Catarina, a Dive, da Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina, em parceria com as secretarias municipais de saúde, segue com a recomendação que na ocorrência de casos suspeitos de sarampo, sejam reforçadas as medidas de vigilância e controle com objetivo de detectar precocemente os casos e evitar a dispersão viral:

  • Notificação imediata de casos suspeitos (pacientes com febre, exantema, coriza e/ou tosse e/ou conjuntivite);
  • Atenção especial aos casos suspeitos de viajantes e/ou pessoas que tiveram contato com viajantes nacionais e internacionais nos últimos 30 dias;
  • Orientação para o isolamento hospitalar ou domiciliar do caso suspeito até o final do período de transmissibilidade (período de 6 dias antes do aparecimento do exantema até 4 dias após);
  • Bloqueio vacinal dos contatos, ocorrido no período de transmissibilidade, em até 72 horas e monitoramento destes por até 30 dias;
  • Investigação dos casos quanto a possíveis fontes de infecção;
  • Busca retrospectiva de casos em prontuários de hospitais e laboratórios públicos e privados;
  • Atualização da caderneta de vacinação de crianças e adultos em todas as oportunidades;
  • Coleta de amostras clínicas para sorologia e identificação viral e encaminhamento obrigatório ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC).

Vale também ressaltar que a vacina tríplice viral é a maneira mais eficaz de prevenção contra o sarampo, além de proteger também contra rubéola e caxumba.

O Ministério da Saúde recomenda a intensificação da vacinação de rotina, conforme Calendário Nacional de Vacinação com uma dose da vacina aos 12 meses e com reforço aos 15 meses; duas doses a partir de 12 meses a 29 anos de idade; e uma dose para a população de 30 a 49 anos de idade; além da dose zero para crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

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