Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Ministério Público ameaça pedir fechamento na Justiça

Procurador anunciou hipótese se os numeros do Covid-19 não cairem

O Procurador Geral de Justiça, Fernando Comin, anunciou hoje, durante reunião do Grupo Econômico que trata da pandemia no Estado, que medidas mais rigorosas e restritivas contra o coronavirus poderão ser recrutadas na Justiça, se os números de contaminados e hospitalizados não cair na próxima semana.

Informou que na semana passada  30 pessoas aguardavam uma vaga em leito de UTI e que hoje são 280 pacientes na fila.

Nota do Ministério Público Estadual dá mais informações:

“O Chefe do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)  afirmou que quando alcançamos um cenário como este, o problema passa a ser não só dos pacientes de covid. “Passa a ser de todos nós que amanhã ou depois podemos sofrer um infarto, um acidente na rua ou  um AVC e não teremos vagas disponíveis para atendimento em unidade de terapia intensiva.”

Comin disse, ainda, que o Ministério Público não tem a pretensão de ditar ou impor a solução mais adequada, até porque não temos soluções prontas. Mas, afirmou,  se a situação continuar neste ritmo invariavelmente vamos ter que judicializar a questão. “O lockdown tem que ser o botão vermelho, a última alternativa, mas a continuar neste ritmo da doença não estou enxergando outra alternativa.”

Transformar leitos clínicos da rede privada em UTI

O PGJ  também pediu apoio de todos os representantes do setor produtivo presentes na reunião –  Fiesc, FAcisc, Fecomércio, Fampesc, FCDL, Faesc, Fetrancesc e Ocesc –  para auxiliar o Estado a ampliar a  capacidade de atendimento em saúde. Para isso, Comin propôs que empresários e industriais do Estado auxiliem na transformação dos leitos clínicos da rede privada em UTI para pacientes com covid-19.

“Na rede privada há hoje 230 leitos de UTI. Podemos duplicar essa quantidade se a rede privada transformar em leitos clínicos em leitos de UTI. No início da pandemia os empresários e os industriais apresentaram soluções importantes, como a aquisição de respiradores”, reforçou.

Comin ressaltou os esforços de todos do setor produtivo no cumprimento das normas. Mas, frisou, que a situação alcançou este nível graças a irresponsabilidade de muitos durante o carnaval, baladas e festas clandestinas. “Temos que ter solidariedade e humanidade para buscar uma solução que contemple as preocupações do setor produtivo, que são justas, mas que reduza o tormento dessas pessoas que estão na fila por uma vaga de UTI, que possamos salvar vidas.”

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