Ministro da Saúde admite escalada da Covid-19 no Brasil

Nelson Teich reconheceu que a "situação é difícil" e afirmou que o governo federal trabalha para "dar suporte aos Estados e Municípios"

Nesta terça-feira (28), o ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu agravamento da crise do novo coronavírus, com a escalada de casos e mortes da Covid-19 em diversas regiões do Brasil. O número de vítimas superou a China.

Nelson Teich admitiu escalada da Covid-19 no Brasil. – Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

“Há alguns dias eu coloquei que (o número de mortos e contaminações) poderia ser um acúmulo de casos de dias anteriores que foi simplesmente resgatado, mas como temos manutenção desses números elevados e crescentes, temos que abordar isso como um problema, como uma curva que vem crescendo, como um agravamento da situação”, disse Teich.

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A declaração do ministro à imprensa durou apenas 16 minutos e Teich respondeu somente quatro perguntas previamente selecionadas. O ministro citou que as cidades de Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo são os locais que mais preocupam. Ele repetiu ainda que o Brasil tem diferentes quadros da doença, e que merecem tratamentos específicos.

Ao mesmo tempo em que Teich falava por videoconferência no Ministério da Saúde, em uma coletiva anunciada às pressas, nem meia hora antes de ocorrer, o presidente Jair Bolsonaro repetia a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que deseja o fim das quarentenas no Brasil. Ele disse que tem conversado com associações da indústria sobre o tema, mas afirmou que quem decide sobre assuntos de saúde é o ministro.

Teich também reconheceu que a “situação é difícil” e afirmou que o governo federal trabalha para “dar suporte aos Estados e Municípios”.

Sobre a campanha permanente do presidente Jair Bolsonaro para acabar com medidas de isolamento social, o ministro silenciou.

Novo secretário-executivo

O general Eduardo Pazuello, que será nomeado secretário-executivo do Ministério da Saúde, afirmou que o País deve priorizar envio de respiradores, leitos e equipamentos de proteção a locais mais atingidos pelo vírus.

“Mudou a prioridade”, disse ele, sem explicar o que efetivamente foi alterado, dado que o ministério já vinha concentrando esforços, logicamente, nas regiões que mais precisam de apoio de pessoal, equipamentos e suprimentos.

Mais cedo, Teich foi cobrado por governadores do Norte sobre atrasos para entrega de produtos contra a Covid-19. Pazuello disse que 185 respiradores serão enviados na quarta-feira (29), a Estados que atravessam um cenário mais difícil neste momento.

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