Mistura de vacinas: como SC pretende imunizar as grávidas contra Covid-19?

Prefeitura do Rio de Janeiro autorizou que grávidas que tomaram 1ª dose da Astrazeneca, tomem a 2ª da Pfizer; Santa Catarina diz seguir recomendação do Ministério da Saúde

A prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) autorizou, nesta semana, a aplicação da segunda dose da Pfizer para grávidas que receberam a primeira dose da Astrazeneca. O município será o primeiro a adotar a mistura de vacinas. A reportagem do ND+ procurou a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) para entender se o Estado também pretende adotar a prática.

Prefeitura do RJ autorizou a mistura de doses – Foto: Pixabay/Reprodução/NDPrefeitura do RJ autorizou a mistura de doses – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

A resposta é que Santa Catarina seguirá a recomendação do Ministério da Saúde. Ou seja, gestantes e mulheres que deram à luz recentemente, com ou sem comorbidade, que tomaram a primeira dose da Astrazeneca, devem aguardar 45 dias após o parto para completar o esquema vacinal com a segunda dose do mesmo laboratório.

Gestantes e puérperas (mães até 45 dias após o parto) que ainda não se vacinaram contra a Covid-19, serão imunizadas com as vacinas do Sinovac/Butantan ou da Pfizer.

Este público deve comprovar a condição, por meio de relatório médico, carteira de acompanhamento da gestante/pré-natal, declaração de nascimento da criança ou certidão de nascimento.

Entenda a situação

Uma gestante que recebeu a dose da Astrazeneca morreu após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Embora não houvesse uma confirmação a respeito da relação da vacina com a morte, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação no grupo no dia 11 de maio.

Já no dia 12, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) anunciou a retomada da vacinação contra a Covid-19 de gestantes e puérperas com comorbidades.

Vacinação no RJ

O anúncio da mistura de imunizantes foi feito pelo secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, pelas redes sociais. Segundo ele, as gestantes poderão receber o segundo imunizante 12 semanas após a primeira dose, depois de passarem por avaliação médica e terem em mãos a assinatura do termo de esclarecimento para vacinação contra a Covid-19.

De acordo com gráfico publicado por Soranz, pelo menos quatro países recomendam a intercambialidade desses laboratórios sem restrições. São eles: Alemanha, Canadá, Coreia do Sul e Dinamarca. Alguns outros a aplicação apenas em caso de falta de vacinas ou com restrição de idade.

Alemanha, Canadá, Coreia do Sul e Dinamarca recomendam D2 da Pfizer sem restrições – Foto: REPRODUÇÃO/SMS/REDES SOCIAIS – DANIEL SORANZAlemanha, Canadá, Coreia do Sul e Dinamarca recomendam D2 da Pfizer sem restrições – Foto: REPRODUÇÃO/SMS/REDES SOCIAIS – DANIEL SORANZ

Estudo mostra eficácia

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou resultados positivos na junção das vacinas da Pfizer e AstraZeneca.

O estudo contou com 850 voluntários com 50 anos ou mais, e comparou o nível de proteção oferecida por duas duas doses de vacinas de tecnologias diferentes em relação a duas doses do mesmo medicamento. As aplicações aconteceram no intervalo de quatro semanas.

As pessoas que tomaram a primeira dose da Astrazeneca seguida da Pfizer produziram mais anticorpos e células T. Vale ressaltar que a inversão de aplicações também mostrou uma melhor resposta do que nos casos de duas doses da AstraZeneca.

Já aqueles que receberam as duas doses da Pfizer tiveram a maior resposta imunológica de todos os grupos do estudo.

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