Moisés fala sobre encontro com secretário Tasca: “apago incêndios diariamente”

Após enfrentar problemas nas pastas da Saúde e Casa Civil, governador tem mantido conversas com Jorge Tasca, que comanda a secretaria da Administração

A entrevista coletiva do governador Carlos Moisés (PSL) desta sexta-feira (8), além de atualizar os números de coronavírus em Santa Catarina, foi um dos momentos em que o chefe do Poder Executivo falou sobre o trabalho que tem enfrentado em meio à pandemia.

Numa analogia à sua carreira antes de vencer as últimas eleições, Moisés desabafou: “trabalhei 30 anos no Corpo de Bombeiros, mas nunca apaguei tanto incêndio num ano só como nesse um ano e meio de governo. Apago incêndios diariamente”.

O comentário veio logo após o questionamento sobre uma possível saída do secretário de Estado da Administração, Jorge Tasca. O questionamento foi feito durante a coletiva de imprensa desta sexta (8), concedida habitualmente no fim do dia para falar sobre os casos de coronavírus e as estratégias adotadas. No entanto, a assessoria da secretaria afirma que Tasca segue no governo.

“Recebi o secretário Tasca e conversamos sobre insatisfações. Não posso dizer o que vai acontecer amanhã, mas conversamos sobre mudanças no fluxo de trabalho”, admitiu Moisés.

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Moisés tem enfrentado pelo menos três grandes problemas – ou incêndios, como classificou o bombeiro militar. O principal deles é a compra de 200 respiradores mecânicos por R$ 33 milhões – cujos equipamentos ainda não foram entregues e renderam a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa após as denúncias por parte da ex-servidora comissionada Márcia Regina Geremias Pauli.

Recaem ainda sobre ele o desembarque do então secretário de Saúde, Helton Zeferino – principal nome no combate à pandemia em Santa Catarina – e o pedido de exoneração do chefe da Casa Civil, Douglas Borba, que tramita na Assembleia Legislativa.

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