Moradora de Camboriú luta por autorização para plantar maconha para tratar tumor

Ana faz um tratamento a base de canabidiol, mas luta para poder plantar e produzir o medicamento em casa

Ana Paula Reis Brandão luta há sete anos contra um tumor na medula óssea. Moradora de Camboriú, há cerca de três ela conseguiu arrecadar dinheiro para instalar um aparelho que diminui as dores intensas, mas o tratamento precisa continuar.

Este ano, ela conseguiu autorização para comprar o óleo de canabidiol, que também ajuda a reduzir as dores. Mas este medicamento custa cerca de R$ 18 mil, e dura apenas um mês.

Moradora de Camboriú luta por autorização para plantar maconha para tratar tumor – Foto: Arquivo pessoal/Reprodução/NDMoradora de Camboriú luta por autorização para plantar maconha para tratar tumor – Foto: Arquivo pessoal/Reprodução/ND

Uma alternativa mais barata seria plantar a maconha e produzir o medicamento em casa, o que custaria cerca de R$ 600 por mês. Para isso, no entanto, ela precisa da autorização do Judiciário.

Eduardo Jacks, marido de Ana, afirma que ainda existe um preconceito em relação à maconha, além de muitas pessoas não conhecerem os efeitos medicinais da planta.

Para o advogado do casal, Jorge Lautert, a decisão de autorizar ou não o plantio é do Judiciário, já que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que não compete ao órgão autorizar o plantio individual.

Enquanto a autorização do Judiciário não sai, Ana precisa continuar o tratamento, que custa R$ 18 mil por mês. A família continua arrecadando doações para pagar o medicamento, através da campanha Ajude A Ana.

Medicamentos a base de canabidiol

Em 2019, a Anvisa autorizou a fabricação e venda de medicamentos a base de maconha no Brasil. O plantio da erva em território nacional para fins científicos e medicinais, no entanto, foi vetada.

Sobre a decisão de autorizar ou não o plantio de maconha para uso medicinal, o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) ainda não se manifestou.

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BG Itajaí

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