Morre Tarcísio Padilha, membro da ABL, aos 93 anos

Não haverá velório para evitar aglomerações. Academia Brasileira de Letras lamentou: 'Fonte de luz e de esperança.'

O acadêmico e professor Tarcísio Padilha morreu na manhã desta quinta-feira (9) no Rio de Janeiro, vítima de Covid-19. Ele tinha 93 anos e ocupava a cadeira número 2 da ABL (Academia Brasileira de Letras) desde 1997.

Morre Tarcísio Padilha, membro da ABL, vítima da covid-19 aos 93 anos – Foto: Reprodução/NDMorre Tarcísio Padilha, membro da ABL, vítima da covid-19 aos 93 anos – Foto: Reprodução/ND

Devido à pandemia e à recomendação de se evitar reuniões e aglomerações, a ABL informou que não haverá velório em homenagem à Padilha. Em nota, o presidente da academia, Marco Lucchesi, lamentou a morte de Tarcísio Padilha, que ocupou a presidência da casa nos anos 2000 e 2001.

“Tarcísio encarnou a filosofia da hospitalidade e da acolhida, pondo em prática o ideal de Panikkar: o ‘diálogo dialogante’. Absoluta liberdade, sem precondições, sem espaço para a colonização do Outro. Tarcísio defendeu a dupla cidadania agostiniana. Hoje habita o ponto ômega. Fonte de luz e de esperança.”, escreveu Lucchesi.

Confira a nota da ABL na íntegra:

“A Academia Brasileira de Letras perde hoje uma de suas figuras mais queridas e admiradas: o filósofo, professor e escritor Tarcísio Padilha. Foi presidente da ABL e de inúmeras e prestigiosas instituições internacionais.

Tarcísio participou da criação de universidades, fundou cátedras, cursos de pós-graduação, conquistando amigos e discípulos. Foi reconhecido como filósofo da esperança não porque a estudou, mas, porque soube aplicá-la com sabedoria na sua mundivisão.

Ex-presidente da sociedade internacional de filósofos católicos, foi amigo dos últimos Papas, sobretudo de João Paulo II. Tarcísio encarnou a filosofia da hospitalidade e da acolhida, pondo em prática o ideal de Panikkar: o “diálogo dialogante”.

Absoluta liberdade, sem precondições, sem espaço para a colonização do Outro. Tarcísio defendeu a dupla cidadania agostiniana. Hoje habita o ponto ômega. Fonte de luz e de esperança.”

Marco Lucchesi, presidente da ABL

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