Sob investigação, morte de 187 macacos acende alerta para febre amarela em SC

Segundo relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, dos 1.032 casos notificados, 18% estão sob investigação e 13% já foram confirmados

De acordo com o novo boletim epidemiológico divulgado pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), dos 1.032 macacos mortos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina em 2020, 13% (134) das mortes foram confirmadas pela doença e apenas 6% (61) foram descartadas.

Além disso, em 63% dos casos (650) não foi possível determinar a causa das mortes, e 18% (187) destas estão sob investigação. Os casos foram registrados em 93 municípios do Estado.

Em 2020, foram registradas 134 mortes de macacos por febre amarela e 187 estão sob investigação – Foto: Agência Brasil/ DivulgaçãoEm 2020, foram registradas 134 mortes de macacos por febre amarela e 187 estão sob investigação – Foto: Agência Brasil/ Divulgação

Em 2020, foram 17 casos confirmados de febre amarela no período entre 29 de dezembro de 2019 até esta quarta-feira (12) em humanos. Duas pessoas morreram pela doença. As vítimas eram moradoras de Camboriú e Indaial.

O grande aumento no número das notificações, comparado ao ano de 2019, indica a circulação do vírus da febre amarela no Estado, segundo a Dive. “Isto serve como alerta para a adoção imediata de medidas de prevenção, especialmente a vacinação das pessoas a partir dos 9 meses de idade”, aponta o boletim.

Em comparação com 2019, o crescimento foi de 1.500%, o que representa um total de óbitos de macacos quase 16 vezes maior. Foram 127 animais mortos pela doença em 2020.

A sensibilidade dos municípios em notificar os casos e coletar amostras oportunamente é o fator determinante para a redução do risco de exposição das pessoas suscetíveis.

A vacinação é o método mais eficaz para impedir a contaminação pela doença. A cobertura vacinal, no entanto, está abaixo da meta, com 70,67%, enquanto o ideal seria 95% segundo a Dive.

Transmissão da febre amarela

A doença é transmitida por mosquitos silvestres, sobretudo em áreas  próximas de matas. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos nos casos mais leves.

Nas ocorrências mais severas, a doença pode gerar problemas renais e doenças cardíacas.

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