Multidão aglomerada em bares de Florianópolis gera revolta: ‘pobres precisam se unir’

Homem que registrou cenas do Centro da Capital lotado de pessoas, nesta quarta-feira (2), desabafou nas redes sociais

A multidão que se aglomerou em uma rua de bares no Centro de Florianópolis, na noite desta quarta-feira (2), véspera de feriado, gerou revolta nas redes sociais.

Multidão aglomerada em bares do Centro de Florianópolis – Foto: Reprodução/NDMultidão aglomerada em bares do Centro de Florianópolis – Foto: Reprodução/ND

Marlon Santos compartilhou o caso em sua conta no Instagram. Em uma sequência de stories, ele desabafou: “filho de rico é filho de rico. Quando a crise bater, eles têm para onde correr, e os pobres? Quem se une são os oprimidos, os pobres, que têm que se unir e dar o exemplo”, destacou.

As imagens mostram a rua Victor Meirelles lotada de pessoas sem máscaras, uma ao lado da outra, consumindo bebida alcoólica no asfalto e na calçada. A aglomeração de pessoas contribui para a disseminação da Covid-19.

Veja trechos do desabafo de Marlon:

“Queria saber o que o povo tem no peito esquerdo. Se é um coração ou uma pedra. Cadê a compaixão do povo? Cadê o amor? O respeito? Porque as cenas são fortes e lamentáveis”, disse Marlon. O vídeo foi compartilhado pela página Brasil Fede Covid, que denuncia aglomerações na pandemia.

Um levantamento feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo, mostra que o número de pessoas de pobreza no Brasil, triplicou no último ano. Em 2020, 9 milhões de brasileiros viviam nessa situação. Atualmente, esses dados chegam a cerca de 27 milhões de pessoas.

Devido à pandemia da Covid-19, houve o aumento de 18 milhões de pessoas em situação de pobreza no país, de acordo com o estudo, publicado em abril deste ano.

Fiscalização

A prefeitura da Capital informou que realiza uma força-tarefa para fiscalizar as medidas de controle da pandemia. Conforme a administração municipal, as vistorias nos estabelecimentos e espaços públicos seguem no feriadão de Corpus Christi.

Durante as abordagens, a força-tarefa verifica o uso correto de máscaras, distanciamento social, disposição de mesas e cadeiras, álcool gel, sistema de ventilação, além da exposição dos alvarás de funcionamento em locais visíveis.

A assessoria da prefeitura foi procurada para comentar as aglomerações no Centro da Capital, ainda no início da tarde desta quinta, mas não retornou até a publicação desta reportagem.

A GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) adiantou que uma ação de fiscalização foi realizada no local, mas será divulgada nesta sexta-feira (4), após o feriado.

Segundo Estado com mais pacientes de Covid-19 do país

Santa Catarina é o segundo Estado com maior número de casos da Covid-19 por por habitantes no Brasil. Segundo um levantamento, feito pelo ND+, 13,44% dos catarinenses já contraíram a doença desde o início da pandemia, em março de 2020.

Até esta quarta-feira (3), 975.430 dos 7.252.5002 catarinenses já haviam sido diagnosticados com a doença no Estado, segundo o painel do Conass (C0nselho Nacional de Secretários de Saúde).

Próximo a atingir o marco de um milhão de casos da Covid-19, com 975.430, o Estado registrou 15.417 vítimas desde o início da crise sanitária. A taxa de letalidade é de 1,58%.

Marlon, na publicação, também pede que todos contribuam para evitar ainda mais a disseminação da doença. “Tem que dar exemplo para criança. Mostra pra criança que quer usar máscara. Conversa sobre saúde, dessas coisas que ninguém conversa nos rolês aí”. E completou: “o povo ‘se faz de louco’, ou está muito desinformado, ou ‘se faz de louco'”.

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