Mutirão de reconstrução de mama é realizado em Florianópolis; veja como funciona

Cirurgias gratuitas são realizadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica desde 2016 e são oportunidades de ajudar mulheres acometidas pelo câncer de mama

Durante o mês de outubro, várias ações estão sendo realizadas em alusão ao Outubro Rosa. Em Florianópolis, um mutirão de cirurgias de reconstrução de mama está acontecendo de forma gratuita. Uma oportunidade de ajudar na autoestima de mulheres acometidas pelo câncer de mama. Desde 2016, este trabalho é realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Santa Catarina.

Mutirão de reconstrução de mama é realizado em Florianópolis – Foto: Divulgação/Sociedade Brasileira de MastologiaMutirão de reconstrução de mama é realizado em Florianópolis – Foto: Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia

“Quando você encontra uma lesão pequena, você tem mais chances de cura e também o resultado estético é muito melhor. Então, esse é um mês de conscientização, onde a gente procura orientar as pacientes que façam os exames e se eventualmente tiver alguma lesão, um câncer, que seja descoberto precocemente porque muda totalmente o trabalho”, disse o presidente da regional catarinense da entidade, o cirurgião plástico Carlos Casagrande.

O câncer de mama é um dos tipos que mais faz vítimas em Santa Catarina. No entanto, dados da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que a identificação precoce do câncer aumenta as chances de cura em até 95%.

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que entre 2020 e 2022 sejam diagnosticados mais de 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Muitas mulheres passam pelo tratamento, mas existe outra barreira que pode ser vencida dentro do centro cirúrgico.

Carmem Almeida Moerschbacher, de 42 anos, é moradora de Balneário Camboriú e vai fazer uma cirurgia de médio porte, para dar simetria aos seios. Ela precisou fazer uma mastectomia para retirada da mama, mas manteve o mamilo e a pele.

“A gente não olha para a autoestima quando a gente tá na doença, a gente olha na cura. Saí muito emocionada no dia que soube como seria. Então, tô super tranquila. Quanto ao SUS, me proporcionou desde o início tudo, foi tudo ótimo, todo o tratamento, toda a cirurgia da mastectomia, todas as ‘quimios’ e até esse presente momento foi tudo bom. E mais essa oportunidade, então, só tenho que agradecer”, contou Carmem.

O tipo de cirurgia varia de paciente para paciente, de acordo com a necessidade. Durante o mutirão, estão sendo feitos procedimentos com técnicas e proporções diferentes.

“Dependendo do tipo de cirurgia pro tratamento do câncer, a gente tem que direcionar um tipo de reconstrução. Não existe uma receita de bolo que funcione para todas as pacientes. Então, o objetivo é individualizar o tratamento e, obviamente, tem pacientes que têm tratamento oncológico mais agressivo e elas vão acabar necessitando de uma reconstrução de mama mais agressiva. Às vezes, a gente precisa tirar pele, músculo, de alguma parte do corpo para levar um tecido saudável para a reconstrução da mama”, explicou o cirurgião plástico Ricardo Votto.

Assim como Carmem, todas as mulheres que estão nesse processo são pacientes do SUS e chegam para a reconstrução por meio de uma lista da SES (Secretaria Estadual de Saúde). Votto contou que as “pacientes que vêm por ambulatório, a gente faz a triagem e distribuímos de acordo com a complexidade”.

A reconstrução entrega auto estima para novas mulheres: “A gente não tem noção da grandiosidade que é, de tudo que vai passar. A gente só acredita que vai ficar bem sempre, que tem hoje um processo, que tem todo um tratamento. Eu acreditei sempre. Em nenhum momento eu achei que não fosse dar certo. Hoje, [me sinto] muito mais forte, bem mais confiante”, disse Carmem.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.

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