“Não é momento para pânico”, afirma secretário de saúde sobre coronavírus em SC

Estado reforça que é o responsável pelos dados oficiais do coronavírus e ressalta preocupação com outras doenças como febre amarela e sarampo

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (4), o Secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Helton de Souza Zeferino, esclareceu dúvidas sobre a situação do coronavírus e garantiu que “não é momento para pânico”.

Zeferino comentou sobre as divergências nos números de casos suspeitos divulgados pelas prefeituras. Acontece que os municípios notificam o Estado sobre os casos suspeitos e a secretaria estadual é o órgão que verifica se de fato eles se enquadram no quadro do coronavírus.

Segundo ele, é preciso considerar apenas os números oficiais, que são atualizados pelo governo do Estado em duas plataformas: saúde.sc.gov.br/coronavirus e plataforma.saude.gov.br.

Coletiva sobre o novo coronavírus realizada pela secretaria de Estado da Saúde nesta quarta-feira – Foto: Reprodução/Youtube

Em Santa Catarina, 43 casos estão sendo estudados como suspeitos, sendo 12 deles em Florianópolis.

Todos os quadros são leves e estão sendo tratados em casa. A indicação é que os pacientes evitem deslocamentos. Nenhuma situação de internação foi registrada até agora.

Se, por ventura, algum dos casos for confirmado com o coronavírus, o tratamento continuará o mesmo, com a medicação dos sintomas até que o período gripal passe.

A Secretaria de Saúde ressalta que a imensa maioria dos casos de Covid-19 são e serão tratados em casa, salvo aqueles pacientes debilitados e suscetíveis a quadros mais graves.

O governo garante que todas as prevenções e cuidados estão sendo tomados, e que o Estado está preparado para lidar com a doença, caso o vírus comece a circular.

“Não é momento para pânico. Temos todas as ações necessárias sendo adotadas. O momento é de atenção, no sentido de preparar as equipes para terem serenidade nos processos de suspeitas de diagnóstico, assim como a população informada de quando procurar ou não as unidades de saúde”, afirmou Zeferino.

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Santa Catarina trabalha com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, hospital de referência para os estados do Sul, para o estudo e diagnóstico do coronavírus.

Foi também um dos estados escolhidos para receber os insumos e tem a equipe preparada para começar a lidar com os diagnósticos, quando disponíveis.

O Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), depois de receber os equipamentos e treinamentos necessários, deverá obter os resultados de maneira mais rápida. No momento, os diagnósticos levam em média sete dias.

A superintende de Vigilância em Saúde, Raquel Bittencourt, reforça que a melhor maneira de prevenção é a higienização básica, como lavar as mãos e utilizar o álcool gel.

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Um aplicativo do governo chamado Coronavírus – SUS  está disponível de maneira gratuita para smartphones “Android” e “iOS”.

Ele dá informações sobre o coronavírus, como a unidade de saúde mais próxima, e se os sintomas são considerados suspeitos ou não.

Alerta para febre amarela e sarampo

O secretário de Saúde destacou ainda as preocupações com a febre amarela e o sarampo, e que as vacinas estão disponíveis na rede pública.

Inclusive, Helton Zeferino destaca que os pacientes já vacinados nessas doenças tem um diagnóstico mais fácil pelos médicos, o que facilita no processo.

O Estado tem três pacientes internados por febre amarela, que se recusaram a fazer a vacina.

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