ND Explica: o que pode e o que não pode em SC com o lockdown

Medida é válida aos fins de semana e foi anunciada pelo governador Carlos Moisés na noite de quinta-feira (25)

O avanço da pandemia da Covid-19 em Santa Catarina preocupa e depois que o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, admitiu que o estado está entrando em colapso, o governador Carlos Moisés anunciou, na noite de quinta-feira (25), medidas mais restritivas na tentativa de frear a expansão do contágio. Com isso, nos próximos dois fins de semana, Santa Catarina terá lockdown e, em Joinville, não será diferente.

Lockdown começa neste fim de semana em todo o Estado – Foto: Carlos Júnior/NDLockdown começa neste fim de semana em todo o Estado – Foto: Carlos Júnior/ND

O governador Carlos Moisés salientou que as ações e medidas foram debatidas com prefeitos, parlamentares e autoridades em saúde. “Este é um momento sem igual na história, que pede força, sacrifício e principalmente a união de todos”, disse.

O Governo destacou, ainda, 500 policias que atuarão exclusivamente nas fiscalizações para cumprimento do lockdown. “O novo quadro que se apresenta é extremamente grave, por isso é fundamental que tomemos medidas ainda mais duras.”, finalizou o governador.

O que isso significa? Que entre 23h de sexta-feira até 6h de segunda-feira (dos dias 26 de fevereiro a 1º de março e 5 a 8 de março), apenas os serviços essenciais podem funcionar em todo o Estado.

Os serviços essenciais foram definidos pelo Governo de Santa Catarina em decreto publicado ainda em abril de 2020.

Mas o que, afinal, são os serviços essenciais definidos em Santa Catarina? Confira:

  • Serviços de assistência à saúde, como hospitais e clínicas
  • Serviços de assistência social
  • Atividades de segurança e Defesa Civil
  • Transporte de passageiros por táxi ou aplicativo
  • Serviços de telecomunicações e internet
  • Serviços de captação, tratamento e distribuição de água, esgoto e lixo
  • Serviços de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e gás natural
  • Serviços de iluminação pública
  • Serviços de produção, distribuição, comercialização e entrega de produtos de saúde, higiene alimentos e bebidas: mercados e similares
  • Delivery de alimentos ou comercialização mediante retirada no local, como restaurantes, cafés, bares e similares
  • Serviços funerários
  • Vigilância sanitária
  • Controle de tráfego aéreo, aquático e terrestre
  • Caixas eletrônicos e serviços não presenciais de instituições financeiras
  • Serviços postais e entrega de cargas em geral
  • Produção, distribuição e comercialização de combustíveis
  • Atividades de contabilidade e advogados desde que não possam ser realizados de modo remoto
  • Atividades industriais e fretamento para transporte de funcionários
  • Transporte de profissionais da saúde e de coleta de lixo com veículos exclusivos
  • Agropecuárias
  • Oficinas mecânicas e serviços de guincho

Além disso, o transporte coletivo urbano municipal, intermunicipal e interestadual devem respeitar o limite de ocupação de 50%.

E o que não pode?

As flexibilizações que estavam sendo permitidas no Estado deixam de acontecer aos fins semana e, com isso, atividades como bares, cinemas, casas noturnas, academias, praias e cultos religiosos, mesmo que com limite de capacidade, deixam de funcionar nos próximos dois fins de semana.

O decreto mantém, ainda, a realização de competições esportivas, públicas ou privadas, porém, sem a presença de público. Os eventos organizados pela Fesporte estão suspensos durante o lockdown.

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