Nova variante Deltacron combina características genéticas da Ômicron e da Delta; entenda

Primeira evidência sólida de uma combinação de versões do vírus surgiu em um instituto na França

A OMS (Organização Mundial da Saúde) monitora o surgimento de uma nova variante do coronavírus, que combina características genéticas das variantes Delta e Ômicron.

A mistura das variantes tem sido chamada informalmente de Deltacron. A primeira evidência mais sólida de uma combinação das versões Delta e Ômicron foi compartilhada pelo Instituto Pasteur, na França.

Maria Van Kerkhove é diretora da OMS – Foto: Reprodução/YoutubeMaria Van Kerkhove é diretora da OMS – Foto: Reprodução/Youtube

O instituto foi o responsável pelo sequenciamento genético completo do vírus para o GISAID, um banco de dados internacional que centraliza as sequências genéticas de todas as variantes do coronavírus.

A diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, disse que a entidade está ciente dessa nova variante, já identificada em três países europeus.

“Estamos cientes disso, é uma combinação das variantes Delta e Ômicron. Foi detectada na França, na Holanda e na Dinamarca. Isso era algo esperado dado que há uma intensa circulação dessas variantes”, disse durante coletiva de imprensa da OMS.

Segundo ela, em países da Europa a variante Delta continuava circulando de forma expressiva quando surgiu a variante Ômicron, o que pode explicar essa recombinação.

A epidemiologista ponderou que, até o momento, não foi identificada nenhuma severidade maior da infecção pela nova variante, mas que pesquisas e estudos ainda estão em andamento.

Pandemia

Sobre a persistência da pandemia, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, voltou a dizer que ela está longe do fim. “A pandemia está longe de acabar. E ela não vai acabar em nenhum lugar até que ela acabe em todos os lugares”, alertou.

Em janeiro deste ano, após o aumento exponencial de contaminações impulsionado pela variante Ômicron, o dirigente da OMS já havia dito a mesma coisa. Ele também lembrou que, na próxima sexta-feira (11) completará exatamente dois anos em que a epidemia de Covid-19 foi descrita como uma pandemia global.

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