Novos médicos são contratados pela Prefeitura de Joinville

Os médicos já estão atuando nas unidades de saúde, com objetivo de melhorar os resultados dos serviços oferecidos à comunidade

A Prefeitura de Joinville, no Norte de Santa Catarina, está priorizando o serviço de saúde pública, através do fortalecimento da Atenção Primária. Estratégia utilizada para melhorar os resultados dos serviços oferecidos à comunidade.

Mais médicos em JoinvilleOs profissionais fazem parte do grupo de 187 médicos aprovados no concurso em março – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville

Uma das ações recentes é a contratação de 81 novos médicos efetivos de Estratégia da Saúde da Família, que já iniciaram o trabalho nas Unidades Básicas. Os profissionais fazem parte do grupo de 187 médicos aprovados no concurso homologado no mês de março e devem ser convocados conforme a demanda de vagas da Secretaria da Saúde (SES).

Os médicos de Saúde da Família são especializados no atendimento à Atenção Primária e buscam acompanhar o paciente durante todo o seu ciclo de vida, desde gestantes e crianças, até idosos.

Formação de profissionais

Visando qualificar a rede de atenção e ajudar a suprir a demanda de médicos especialistas na área, a Secretaria da Saúde de Joinville possui o Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, que já formou 34 profissionais. Desses, sete são servidores atuantes na rede municipal.

Carla Cechinel, está entre as egressas da especialização. Ao concluir a formação, trabalhou como médica contratada. Hoje, após ser aprovada no concurso, é servidora pública municipal efetiva e atende na UBSF Adhemar Garcia. Além disso, é responsável por acompanhar e orientar um dos médicos residentes.

Como médica da Saúde da Família e ex-presidente, Carla avalia: “Nosso programa de residência possui um diferencial muito grande e cresceu muito nos últimos anos, especialmente em relação à qualidade do serviço. A especialização consegue aliar prática e teoria, oferecendo aos residentes (discussões), oficinas, treinamentos e, agora, programa sobre territorialização”.

Segundo a gerente de Enfermagem e do Núcleo de Gestão Assistencial da SES, Vanessa Cardoso Pacheco, a intensificação do atendimento na Atenção Primária é uma estratégia que vem crescendo mundialmente, inclusive no atendimento da rede particular.

“É importante que a população saiba a amplitude do trabalho do médico da Saúde da Família. É a Atenção Primária fortalecida que garante o funcionamento e a sustentabilidade da rede de atenção à saúde como todo”, reforça.

De acordo com pesquisas realizadas por órgãos e entidades da área da saúde, cerca de 80% das demandas podem ser resolvidas na Atenção Primária e os médicos da Saúde da Família podem atender pacientes com hipertensão, diabéticos, pré-natal de risco habitual, questões relacionadas à saúde mental, consultas mensais das crianças, entre outras questões.

Outro diferencial dessa especialidade, é que o médico procura se inserir na comunidade onde atua, conhecer seus principais problemas e fontes de adoecimento.

Para esse atendimento ampliado, ele trabalha em conjunto com profissionais que compõem as Equipes de Saúde da Família, que incluem enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário da saúde.

Atualmente, Joinville conta com 138 equipes que atuam na Atenção Primária nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs), com atividades nas unidades e no território, com ações que contemplam visitas a escolas, igrejas e domicílios.

“A ideia é que se conheça e reconheça o território e as características da população para que possamos atuar não apenas tratando a doença, mas também com foco na prevenção. Em ambientes com alto índice de violência, sedentarismo, má alimentação, o médico da Saúde da Família vai atuar para tentar prevenir que indivíduos venham a adoecer”, explica a médica, Carla Cechinel.

Os médicos da Saúde da Família não substituem os especialistas das demais áreas, já que para cada situação existe um limite para a sua atuação individual.

“Mesmo sendo encaminhado para um especialista, o paciente não deixa de ser acompanhado pelo médico da Família, já que esse profissional também tem a atribuição de coordenar os cuidados, orientando sobre dúvidas e demandas das outras especialidades”, informa Carla.

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