O que é a Síndrome de Burnout, doença que afeta diversas celebridades

Classificada como síndrome crônica, doença profissional tem atingido cada vez mais pessoas ao redor do mundo, incluindo estrelas do mundo pop

A Síndrome de Burnout, hoje classificada como síndrome crônica, afeta cerca de 33 milhões de brasileiros, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Também conhecida como Síndrome de Esgotamento Profissional, a doença vem ganhando destaque nos últimos anos. Inclusive, muitos famosos já admitiram lutar contra o Burnout.

Segundo o Ministério da Saúde, se trata de um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema e estresse, como resultado de situações de trabalho desgastantes.

No entanto, existe uma dificuldade no diagnóstico da doença, já que nem sempre ela é classificada como ‘Síndrome de Burnout’.

A Secretaria de Estado da Saúde explica que muitos casos são registrados como outros problemas psicológicos, visto que nem todos os médicos gostam da denominação.

Desse modo, ainda não existe um dado oficial de quantos catarinenses sofrem com a doença.

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“O diagnóstico de Síndrome de Burnout é novo e não está em nenhum critério oficial de diagnóstico.

Os sintomas são muito parecidos com outras síndromes ansiosas ou depressivas: fadiga, dores musculares, preocupação desproporcional, queda da imunidade, ansiedade, baixa autoestima, irritabilidade, perda ou aumento de apetite e alteração no ciclo do sono são alguns deles”, explica o médico Nelson Cardoso, psiquiatra especialista em Síndrome de Burnout.

Ele também afirma que, nos últimos tempos, mais pessoas têm sido afetadas pela síndrome.

“O esgotamento sempre houve, mas as empresas em grandes centros urbanos cobram cada vez mais, o excesso de informações e contato com tecnologia acabam piorando”, esclarece.

Perfil mais afetado

Ainda conforme o psiquiatra Nelson Cardoso, qualquer pessoa pode ser afetada, mas geralmente pessoas com perfil já predisposto a problemas psicológicos tendem a sofrer com a doença.

Ele também revela que certas áreas de trabalho estão mais suscetíveis: “Profissionais da área da saúde, bancários, atendentes de telemarketing, vendedores são algumas das áreas mais afetadas”.

Celebridades com a Síndrome de Burnout

O desgaste profissional chega também nas maiores estrelas do mundo pop e com mais frequência nos últimos anos.

Justin Bieber e Beyoncé, entre outras celebridades, admitiram sofrer com a Síndrome de Burnout – Foto: Montagem/ Instagram

Justin Bieber recentemente anunciou em seu Instagram que iria tirar um tempo para cuidar da saúde mental. No relato, ele disse estar “infeliz” na última turnê.

Em 2011, Beyoncé também chegou a cancelar shows, e tirou um ano de folga exclusivamente para se tratar psicologicamente.

Não apenas, nomes como Rihanna, Ariana Grande e Angelina Jolie, entre muitos outros, já falaram publicamente sobre o estresse e desgaste profissional.

Como identificar

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feito após análise clínica do paciente. Os profissionais mais indicados são psiquiatras e psicólogos, que conforme cada caso, orientam o melhor tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS (Sistema Único de Saúde) e o RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) oferecem o tratamento de maneira integral e gratuita.

É fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas – amigos, familiares, cônjuges etc – depois do diagnóstico médico.

Tratamento e complicações

O tratamento pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos), mas basicamente é feito com psicoterapia.

Todavia, se não tratada, a doença tende a piorar, como explica Cardoso: “Os sintomas são gradativos, vão se agravando. O corpo geralmente manda uns primeiros sinais, como desatenção, indisposição física, dificuldade de concentração. Com o tempo e a pessoa não buscando ajuda, podem se agravar.”

Nos piores casos, uma depressão pode ser desenvolvida, que pode ser indicativo de internação ou intervenções médicas.

Prevenção

O Ministério da Saúde indica que a melhor forma de prevenir é evitando estresse e pressão exageradas no trabalho.

Além disso, outra conduta recomendada é o descanso adequado, com pelo menos 8 horas de sono diárias.

Evitar contato com pessoas “negativas”, fazer atividades físicas regulares e não se automedicar são outras formas de prevenção.

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