O que muda em Joinville para evitar que crise do coronavírus se agrave

Confira as medidas implantadas pelo município para tentar conter avanço da pandemia e colapso total na saúde

Prestes a completar um ano em Joinville, a pandemia do novo coronavírus volta a preocupar. Com a crise em cidades como Chapecó e na Grande Florianópolis, a prefeitura da maior cidade de Santa Catarina deve implantar novas medidas para prevenir que o agravamento da crise chegue também ao município.

Em coletiva à imprensa realizada na tarde desta terça-feira (23), o prefeito Adriano Silva, a vice-prefeita Rejane Gambin e o secretário de Saúde Jean Rodrigues da Silva apresentaram as ações para controlar a pandemia neste novo momento.

gestores da saúde em reunião em JOinvillePrefeitura apresentou ações para prevenir colapso sanitário – Foto: Rogério da Silva/Divulgação ND

“O cenário no Estado é bastante preocupante. Estamos tomando ações preventivas para que a cidade não viva esse momento”, disse o prefeito.

Segundo o secretário de saúde, antes a curva da doença permitia uma certa previsibilidade, o que não ocorre mais “Isso permitia trabalhar com uma antecipação. Agora, nem Chapecó nem Florianópolis conseguiram lidar com este cenário”, afirma.

Para isso, a prefeitura montou um gabinete de crise com cinco comitês em diversas áreas: gestão hospitalar, ação e fiscalização, gestão econômica, assistência social e integração de operações. A proposta é que cada comitê possa agir em sua esfera, evitando o colapso da saúde e também da economia da cidade. Veja o que muda:

Novos testes mais rápidos

Entre as medidas apresentadas, está a aplicação de novos testes antígenos para o diagnóstico da Covid-19. Isso para evitar a demora entre a realização do teste e o resultado dos exames, o que faz com que as pessoas possivelmente contaminadas não guardem o isolamento.

Dessa forma, serão implementados testes cujo resultados saem em até 20 minutos. Assim, segundo a prefeitura, todo o atendimento deve levar até uma hora, do acolhimento ao resultado.

“Nenhum usuário deve sair com sintomas sem o exame feito”, disse o secretário de Saúde. A medida começa a partir de quarta-feira (24).

Aumento da fiscalização

Outra ação prevista pelo município é o aumento da fiscalização. Para isso, a Polícia Militar deve disponibilizar profissionais especialmente para fiscalizar irregularidades.

“Precisamos aumentar a fiscalização para cumprir o que está escrito. Nós não queremos fechar comércio ou perder empregos, estamos tentando evitar isso ao máximo”, disse Adriano.

Mapeamento do vírus

Além disso, outra medida é uma parceria com a Univille para fazer o mapeamento genético do vírus e descobrir se o aumento da procura de pacientes pela rede hospitalar é resultado da nova variante do coronavírus.

“Os casos ativos não aumentaram, mas a procura pela rede hospitalar aumentou demais, trazendo a possibilidade de ser a nova variante, que tem uma transmissibilidade maior”, afirma Jean.

Cirurgias eletivas canceladas

O planejamento da Secretaria de Saúde era iniciar um mutirão de cirurgias eletivas no mês de março a fim de liberar o represamento que já ocorria por conta da pandemia.

Porém, acompanhando a portaria do governo estadual, a prefeitura de Joinville também suspendeu por 20 dias a realização de cirurgias eletivas, aquelas com agendamento e sem urgência.

Reestruturação da rede de saúde

A rede de saúde também deve passar por uma nova estruturação. A ideia é concluir a imunização dos profissionais para que todas as unidades de saúde possam receber casos sintomáticos da Covid-19. A oferta de equipamentos de proteção individual também deve ser reforçada.

Respeito às medidas sanitárias

O pedido da prefeitura é para que as pessoas respeitem os decretos, utilizem máscara, higienizem as mãos e evitem aglomerações. “Se acompanharmos a tendência de Chapecó e Florianópolis, os próximos dias serão difíceis”, destaca Jean.

Aumento de leitos

Segundo o secretário, a rede pública de saúde de Joinville pode abrir outros 22 leitos de UTI: quatro no Hospital Bethesda e 18 no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt. Porém, ainda não há previsão de quando isso pode acontecer.

Joinville no nível gravíssimo

Apesar das ações preventivas, não há previsão de que o decreto a ser publicado ainda nesta terça tenha novas restrições. “Se houver necessidade, ele será republicado”, diz o prefeito.

Importante lembrar que Joinville e a região Nordeste, onde está localizada, estão em situação gravíssima na matriz de risco da pandemia desde o final de novembro do ano passado.

Hoje, são 2.711 casos ativos da doença na cidade. Sobre a ocupação dos leitos de UTI, o índice é de 95% no público e 89% no privado. Restam apenas dez leitos entre as redes pública e privada na cidade.

Conheça os responsáveis pelos comitês

  • Gabinete de crise – Adriano Silva (prefeito de Joinville)
  • Comitê de Gestão Hospitalar – Jean Rodrigues da Silva (secretário da Saúde)
  • Comitê de Ação e Fiscalização – Paulo Rogério Rigo (secretário de Proteção Civil e Segurança Pública)
  • Comitê de Gestão Econômica – Marcel Virmond Vieira (secretário de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável)
  • Comitê de Assistência Social – Fabiana Cardozo (secretária de Assistência Social)
  • Comitê Integrado de Operações – Gilberto Leal (secretário de Governo)

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