OMS pede financiamento de 1 bi de dólares para combater avanço da Delta

Órgão também orientou que os países ricos suspendam o plano de aplicação da terceira dose e criticou a "injustiça da vacina"

O chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu por financiamento para combater o avanço da variante Delta no mundo. O dinheiro seria aplicado no Plano Estratégico de Preparação e Resposta, que precisa de mais 1 bilhão de dólares para ser posto em prática.

O diretor afirmou que a injustiça da vacina é uma vergonha para a humanidade e pediu a suspensão da terceira dose – Foto: Elma Okic/Nações Unidas/ Divulgação/ NDO diretor afirmou que a injustiça da vacina é uma vergonha para a humanidade e pediu a suspensão da terceira dose – Foto: Elma Okic/Nações Unidas/ Divulgação/ ND

Os esforços para limitar a propagação da Delta encontraram empecilhos na alta taxa de transmissão da doença, que levou ao aumento das internações e mortes em regiões com baixos índices de vacinação e medidas de saúde pública limitadas.

Durante o pronunciamento, Tedros insistiu que existem soluções para os desafios impostos pela Delta, como as alternativas colocadas no plano. Os conhecimentos sobre o vírus e suas variantes foram utilizados para estruturar caminhos de entrega qualitativa de testes e vacinas, parte da estratégia para enfrentar a pandemia da Covid-19.

Terceira dose

Para responder às intenções de alguns países quanto à terceira dose, Tedros lembrou que apenas 10 países receberam 75% das doses. Segundo a OMS, os países de baixa renda vacinaram apenas cerca de 2% da população. Diante desses números, ele pediu que os países ricos suspendam os planos de aplicação da terceira dose.

O chefe pediu reforços para que os suprimentos sejam garantidos e transferidos para países com números altos de infecções. “A divisão entre quem tem e quem não tem só vai crescer se os fabricantes e líderes priorizarem as doses de reforço em vez do fornecimento para países de baixa e média renda”, declarou ele.

Tedros lembrou que a Covid-19 muda rapidamente em um mundo conectado internacionalmente, por isso os líderes precisam se comprometer com a igualdade da vacina e ter solidariedade global para diminuir as variantes.

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Saúde

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