Operação Oxigênio: advogado detido no RJ é apontado como articulador do esquema

De acordo com relatório da força-tarefa, Cesar Augustus Martinez Thomaz Braga foi quem uniu Fabio Guasti a Pedro Nascimento de Araújo

Um dos fatos novos da segunda fase da Operação Oxigênio deflagrada no último sábado (6), é o aparecimento de um novo personagem: o advogado Cesar Augustus Martinez Thomaz Braga. Detido no Rio de Janeiro, ele é apontado pela força-tarefa como articulador de um grupo formado pelo médico e empresário Fabio Dambrosio Guasti e o empresário Pedro Nascimento de Araújo. Guasti foi preso preventivamente e Pedro Nascimento de Araújo está foragido.

De acordo com relatório da força-tarefa, Cesar “desempenhou papel fundamental na aproximação de diversas figuras envolvidas em toda a prática ilícita, atuando como verdadeiro elo entre os agentes, com ciência da ilicitude do propósito e da conduta de cada um”. Foi César que uniu Fabio Guasti a Pedro Nascimento de Araújo.

Operação Oxigênio está em busca dos R$ 33 milhões – Foto: Reprodução/Polícia CivilOperação Oxigênio está em busca dos R$ 33 milhões – Foto: Reprodução/Polícia Civil

Como Fabio nunca havia comprado ou adquirido respiradores, coube ao advogado introduzir o empresário Samuel Rodovalho na negociação, pois ele teria condições de prover os 200 respiradores que seriam adquiridos pelo Estado. O empresário é dono de uma empresa, com sede no Panamá, que apenas coloca a marca em equipamentos fabricados na China. Com auxílio de Rodovalho, Cesar chegou até a empresa importadora Brazilian Trading, que desistiu do negócio depois de informado sobre a comissão de R$ 3 milhões.

Como o negócio já estava praticamente ajustado por Guasti junto ao governo do Estado, Cesar buscou outra empresa para o negócio e introduziu Pedro Nascimento Araújo, procurador da Veigamed, com a empresa disposta a participar do esquema ilícito. A investigação ainda ressalta que Cesar é advogado e apresenta documentos como diretor-jurídico do Grupo Veigamed.

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Ainda segundo a investigação, após o pagamento feito pelo governo do Estado, César também praticou atos visando a dissimulação e ocultação dos valores recebidos através de transferências bancárias, priorizando a compra de kits da Covid-19.

Foi Cesar, por exemplo, quem intermediou a compra de kits junto a Oltramed, empresa catarinense que recebeu R$ 11 milhões pela compra, mas o valor acabou bloqueado pela Justiça e transferido para uma ação movida pela PGE (Procuradoria Geral do Estado) na 1ª Vara da Fazenda Pública, na Capital.

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