Operação Oxigênio: investigação apura relação de suspeito com hospital de campanha

Na investigação é citada uma relação entre o advogado Leandro Adriano de Barros e a contratação do hospital de campanha

Um dos investigados pela Operação Oxigênio, o advogado Leandro Adriano de Barros teria envolvimento na negociação feita pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) para gestão do hospital de Campanha de Itajaí. A informação faz parte do processo que investiga fraudes no processo de compra de 200 ventiladores mecânicos.

Leandro Adriano de Barros é um dos investigados da Operação Oxigênio – Foto: Solon Soares/Agência AL/DivulgaçãoLeandro Adriano de Barros é um dos investigados da Operação Oxigênio – Foto: Solon Soares/Agência AL/Divulgação

Com custo de R$ 78 milhões, o hospital teria capacidade para atender 100 pacientes em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No entanto, o contrato foi suspenso no dia 16 de abril, após polêmicas envolvendo o processo licitatório.

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Suspenso por duas vezes antes de ser cancelado, o contrato foi assinado pela SES e a empresa paulista Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi. A empresa é gestora de unidades de saúde em cinco cidades catarinenses, incluindo a UPA do Continente em Florianópolis.

A suspeita da investigação é que de Leandro tenha atuado de alguma forma no processo de escolha da empresa, que também tem indícios de participação de agentes públicos.

Anexo ao processo da Operação Oxigênio, está a decisão que suspendeu o contrato pela primeira vez. Na decisão, são apontadas irregularidades na montagem do processo licitatório e na tabela de orçamento.

Um dos problemas apontados é a diferença de R$ 2,3 milhões entre a proposta do INCS (Instituto Nacional de Ciências da Saúde), que acabou em segundo lugar. O valor foi incorporado ao processo de forma errada, fazendo com que o preço ofertado fosse maior do que o real.

A reportagem tentou contato com o Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi para saber se Leandro Adriano de Barros era seu representante legal. Mas, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno da empresa.

Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada na Alesc, que também investiga a compra de respiradores, investiga ilegalidades no processo do Hospital de Campanha.

Contrapontos:

A reportagem do nd+ tenta localizar os envolvidos na investigação para contrapontos desde a tarde desta terça-feira (12).

Douglas Borba – No início da noite desta segunda-feira (11), a defesa do ex-secretário se manifestou, por meio de nota.

“A defesa de Douglas Borba se manifesta no sentido de que está acessando o processo para conhecer o seu inteiro teor; que Douglas Borba tem colaborado espontaneamente com as investigações e permanece à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos, certo de que sua conduta a frete da Secretaria da Casa Civil sempre se pautou pela legalidade e transparência.”

Leandro Adriano de Barros – Apontado como amigo próximo do ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, na investigação da força tarefa que resultou na Operação Oxigênio, o advogado Leandro Adriano de Barros esteve na redação do Grupo ND, de forma espontânea. “A minha participação foi na cotação e eu não vejo nenhuma ilegalidade nisso”, disse. Confira a entrevista exclusiva com o advogado.

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