Oxford anuncia que vacina contra Covid-19 será testada em 10 mil pessoas

Pesquisa clínica para o desenvolvimento da vacina pela universidade avançou para a fase 2; avaliação da resposta imunológica será feita em adultos e crianças

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira (22) que a pesquisa clínica para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 seguirá para as próximas fases, após ter concluído a primeira etapa, em abril.

Em comunicado, a instituição informa que a fase dois do estudo vai expandir o número de participantes e a faixa etária dos pacientes.

Estudo de Oxford avança para desenvolvimento de vacina contra Covid-19 – Foto: Pixabay

Os pesquisadores vão avaliar a resposta imunológica em pessoas de diferentes idades, para descobrir se há variação na maneira como idosos e crianças recebem a imunização.

Já na fase três, o objetivo será verificar como a dose atua em um número ainda maior de adultos e quão eficaz ela é na prevenção do coronavírus.

“Os estudos clínicos estão progredindo muito bem e agora estamos iniciando pesquisas para avaliar quão bem a vacina induz respostas imunes em adultos mais velhos e para testar se ela pode fornecer proteção à população em geral”, explicou o professor Andrew Pollard, chefe do departamento responsável pelas iniciativas.

Recrutamento para os testes

Em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e instituições parceiras, a Universidade de Oxford planeja recrutar cerca de 10 mil adultos e crianças do Reino Unido para realizar os testes. A medicação recebeu um aporte de mais de US$ 1,2 bilhão dos Estados Unidos na quinta-feira (21).

A universidade afirmou, nesta sexta-feira (22), que serão recrutados até 10.260 adultos e crianças, para testar como o sistema imunológico humano reage à vacina e o quanto ela é segura.

Um teste inicial, que começou em 23 de abril, já aplicou a injeção em mais de 1 mil voluntários, de idades entre 18 e 55 anos. Agora, as fases 2 e 3 vão acrescentar pessoas acima de 56 anos e também crianças de 5 a 12 anos, conforme os pesquisadores.

Com informações do Estadão Conteúdo e R7.

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