Paciente internado recebe visita da cachorrinha em Joinville

Lilica, uma pinscher de 12 anos, foi até o Hospital Dona Helena para visitar o seu tutor, que está internado desde janeiro

Um paciente internado no Hospital Dona Helena, em Joinville, recebeu uma visita super especial nesta semana. A cadelinha Lilica foi até a unidade para revê-lo depois de quase um mês de saudade.

O tutor de Lilica está internado no hospital desde 11 de janeiro por causa da Covid-19. Apesar de já estar livre dos sintomas da doença, ele continua na instituição porque tem câncer de pele e, por causa do vírus, acabou ficando debilitado.

Lilica foi visitar o seu tutor acompanhada de uma familiar e foi recepcionada pela enfermeira Rafaella (esquerda) e a psicóloga Maria José (direita) – Foto: Hospital Dona Helena/DivulgaçãoLilica foi visitar o seu tutor acompanhada de uma familiar e foi recepcionada pela enfermeira Rafaella (esquerda) e a psicóloga Maria José (direita) – Foto: Hospital Dona Helena/Divulgação

Lilica é da raça pinscher e tem 12 anos. Ela foi o primeiro animal a entrar no hospital para visitar um paciente. “A ação faz parte de uma série de práticas de cuidados paliativos, que busca proporcionar ao paciente um momento de alívio no meio de um processo tão sofrido, em um longo tempo de internação, longe de casa, da família e afastado de sua atividade laboral”, frisa Maria José Varela, psicóloga clínica e coordenadora do programa de humanização do Hospital Dona Helena.

Para as visitas de animais, uma série de normas de higienização e segurança é exigida, sendo que a visitação ocorre em local fechado e isolado de outros pacientes. “A primeira condição para a visita é o atestado de vacinação. O cão chega em uma caixa de transporte, para não ter contato com as instalações hospitalares, saindo dela apenas no lugar onde ocorrerá a visitação, que será higienizado posteriormente. Assim prezamos pela segurança dos pacientes, funcionários e do próprio animal”, esclarece Maria José.

A medida ajuda nos cuidados paliativos com os pacientes, que têm o objetivo de gerar conforto e alívio ao sofrimento de quem está internado. “Cuidados paliativos são o que de melhor podemos oferecer quando o paciente chega em uma condição em que a ciência já mostrou o seu limite. Cuidar não tem limite”, finaliza a psicóloga.

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