Pazuello diz ao Senado que todos serão vacinados em 2021

Pressionado, o ministro da Saúde, afirmou em audiência com senadores que metade da população receberá vacina até junho e outra metade até dezembro

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (11), que toda a população brasileira será imunizada ainda neste ano contra a Covid-19.

“Vamos vacinar o País em 2021. 50% até junho, 50% até dezembro da população ‘vacinável’ (menores de 18 anos, por exemplo, não estão sendo vacinados). Esse é nosso desafio. É o que estamos buscando, vamos fazer”, disse Pazuello.

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, promete vacina para todos em 2021 – Foto: Marcos Corrêa/PR/NDMinistro da Saúde, Eduardo Pazuello, promete vacina para todos em 2021 – Foto: Marcos Corrêa/PR/ND

O ministro participa de audiência com senadores nesta quinta-feira (11). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirma que esta reunião pode ser decisiva para uma abertura de CPI sobre a atuação do governo federal na pandemia da Covid-19.

A versão mais recente do plano nacional de imunização, de 29 de janeiro, não aponta um prazo para a vacinação da população.

A primeira edição, lançada em 16 de dezembro, afirmava que grupos prioritários seriam imunizados até metade do ano. O resto da população seria vacinada nos 12 meses seguintes, ou seja, até o meio de 2022.

Ritmo lento

Como mostrou o Estadão, no ritmo em que a vacinação contra a Covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada.

O cálculo é do microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida. Ele lembrou que, durante a campanha de vacinação contra a gripe em março do ano passado, já em plena pandemia do novo coronavírus, os brasileiros vacinavam até um milhão de pessoas por dia. Atualmente, a média de imunizações diárias é de um quinto disso, 200 mil pessoas.

O encontro com os senadores também ocorre no momento em que Pazuello é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta omissão para evitar o colapso de saúde em Manaus (AM).

Com estoques de cilindros zerados em algumas unidades de saúde, pessoas morreram por asfixia e outras precisaram ser transferidas para receber atendimento médico em outros Estados. No último dia 4, o general prestou depoimento à Polícia Federal neste inquérito.

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