Pela 4ª semana seguida, SC tem todas as regiões em nível gravíssimo

Desde 27 de fevereiro, o Estado está em alerta máximo para a Covid-19; matriz de risco foi atualizada na manhã deste sábado (20)

Todas as regiões seguem em nível gravíssimo (vermelho) para Covid-19 em Santa Catarina. Na manhã deste sábado (20) a matriz de risco estadual foi atualizada pela Secretária de Estado da Saúde.

Mapa de risco do dia 20 de março de 2021Mapa de risco deste sábado – Foto: SES/Divulgação/ND

Está é quarta semana consecutiva que o Estado tem todas as regiões no pior índice da matriz, com a ausência de cidades no nível grave (laranja), alto (amarelo) ou moderado (azul).

Das 16 regiões, apenas a região do Extremo Sul continua com nota máxima em todos os quesitos analisados. As outras regiões apresentaram uma redução, principalmente, no índice de transmissibilidade. “Isso não quer dizer que tenhamos chegado à diminuição na curva, pois os leitos ainda estão em situação gravíssima no Estado”, afirmou cientista de dados Bianca Vieira. “Quer dizer que há uma estabilização. Se isso vai aumentar ou diminuir na próxima semana depende do nosso comportamento também perante o contágio”, reforçou.

A primeira vez que Santa Catarina esteve com mapa todo no “vermelho” foi no dia 23 de dezembro de 2020. Depois, a matriz apresentou uma ligeira melhora nas semanas seguintes.

Porém, no dia 27 de fevereiro, o Estado voltou a apresentar todas as regiões no gravíssimo e se manteve assim até este sábado.

O último boletim da SES, mostra que o Estado conta com 34.965 casos ativos. Além disso, mais 134 mortes foram confirmadas nesta sexta-feira (19), levando a um total de 9.381 vítimas desde o início da pandemia.

Quatro itens são levados em consideração na avaliação da matriz:

  • Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19. Nas regiões em alerta, o índice aponta que a pandemia continua em expansão;
  • Transmissibilidade: variação no número de confirmação e casos ativos. Regiões em alerta apresentam alta no número de casos;
  • Monitoramento: casos investigados e inquérito de síndrome gripal na comunidade;
  • Capacidade de atenção: mede a ocupação dos leitos de UTI.
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