‘Pessoas vibrando e outras chorando’, diretor de hospital escreve carta sobre a pandemia

Osmar Arcanjo de Oliveira, diretor do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, falou sobre os desafios do primeiro ano de pandemia em Santa Catarina

A vida é feita de momentos, e a história registra aqueles que marcaram nossas vidas. Assim começa um texto escrito pelo Diretor-Geral do HRO (Hospital Regional do Oeste), Osmar Arcanjo de Oliveira, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, após o hospital completar um ano desde a primeira internação pela Covid-19 em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Osmar Arcanjo de Oliveira, Diretor-Geral do Hro – Foto: HRO/NDOsmar Arcanjo de Oliveira, Diretor-Geral do Hro – Foto: HRO/ND

Oliveira citou no texto dois momentos que marcaram a história deste primeiro ano de pandemia. O primeiro deles foi a abertura dos leitos destinados aos pacientes acometidos pela Covid-19. O segundo foi quando a pandemia explodiu, já em 2021.

“Acompanhei os momentos de muitas pessoas, de profissionais de saúde vibrando em função do sucesso do tratamento, outros chorando por perdas de vidas; tive a oportunidade de sentir a gratidão da quase totalidade das pessoas que por ali passaram, de aprender, de ajudar construir soluções quando ocorria alguma reclamação”, lembrou.

No mês de fevereiro de 2020, quando a Covid-19 era apenas uma ameaça, a Diretoria do HRO preparou uma equipe cuidar das pessoas acometidas pela doença. Um ano depois o volume de pacientes com o vírus explodiu. Entre os pacientes que estão lutando pela vida nas UTI’s está o Presidente da Diretoria Executiva da ALVF (Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira), Rogério Getúlio Delatorre.

“Em poucos dias centenas de pessoas em Chapecó e região necessitaram de leitos de UTI Covid-19, extrapolando, em muito, nossa capacidade instalada de atendimento e colocando o Município de Chapecó como um dos focos principais de gravidade no Brasil”, comentou.

De acordo com o Diretor, os dois outros membros da Diretoria Executiva da ALVF, Reinaldo Fernandes Lopes e Celso Edmar Grando Coletti foram rápidos ao pactuar com o Gestor local e Estadual de Saúde uma prioridade para o atendimento crescente e repentino de pacientes Covid-19 para garantir o atendimento a todas as pessoas, preservando a vida, e só depois olhar as questões financeiras.

Oliveira refletiu ainda sobre o que vai ficar após a pandemia da Covid-19. “A solidariedade, o envolvimento das lideranças empresariais e políticas, especialmente da população chapecoense, com seu espírito cooperativo, e a lembrança dos heróis que dedicaram suas vidas no combate ao vírus, representada na pessoa do nosso sempre presidente Rogério e, principalmente, no aprendizado que o distanciamento ensinou ao demonstrar a importância de união em torno de bons propósitos”, finalizou.

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Saúde