Por quanto tempo ainda teremos que usar máscaras?

Usadas como proteção contra o novo coronavírus, as máscaras passaram a fazer parte do dia a dia; especialistas dizem que uso deve ser mantido até a vacina

Usadas como proteção contra o novo coronavírus, as máscaras passaram a fazer parte do nosso dia a dia. Mesmo com a tendência de queda no número infectados em Santa Catarina, o item deve permanecer na rotina até que haja uma vacina, apontam especialistas.

Por quanto tempo ainda teremos que usar máscaras? – Foto: Reprodução/ND

Em abril deste ano, o uso de máscaras se tornou obrigatório para que clientes pudessem entrar em estabelecimentos públicos e privados de Santa Catarina. O mesmo rigor foi aplicado aos funcionários desses locais.

Com a evolução da pandemia, o item se tornou obrigatório em pelo menos 20 municípios do Estado. Em alguns deles, como Florianópolis, uma multa chegou a ser estipulada para quem fosse flagrado sem máscara em espaços públicos. O valor na Capital é de R$ 1.250.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu que o item é “uma barreira para gotículas potencialmente infecciosas” e que ela deve ser usada para ajudar a impedir a propagação do vírus.

Uso deve permanecer até a vacina

A infectologista da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) Regina Valim, comenta que o uso de máscaras deverá ser mantido até que haja uma vacina eficaz. “Aí sim a gente vai poder relaxar um pouco mais nessas medidas, principalmente a de não precisar usar máscara”.

Valim avalia que muitas medidas adotadas durante a pandemia devem fazer parte da rotina no pós-pandemia, como a higienização mais frequente das mãos e o cuidado com o compartilhamento de objetos pessoais.

“Isso foram medidas incorporadas e que deverão permanecer. Mas outras talvez com a vacina a gente vai poder abandonar, principalmente essa questão do uso de máscara, de atividades que tem uma reunião maior de pessoas. Atividades que hoje em dia nós estamos fazendo de forma remota”, diz.

No Brasil, quatro vacinas estão sendo testadas. Uma delas, a Janssen-Cilag, do grupo Johnson e Johnson, teve autorização para realizar testes em Santa Catarina. A pesquisa está na fase três, quando são analisadas a eficácia e a segurança.

Máscaras no pós-pandemia

O uso de máscaras antes da pandemia era mais comum no Oriente, em países como o Japão. “Eles já tinham esse hábito de usar mais máscaras, não só com essa finalidade, mas principalmente por causa de poluição”, comenta Valim.

Em relação ao uso do item no Brasil depois da pandemia, a infectologista crê que algumas pessoas podem manter o hábito, mas que no momento o uso do item segue indispensável. “Vai ser uma coisa que vai ficar com a gente ainda por um bom tempo”.

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