Por que o ex-governador de SC Pinho Moreira está com Covid-19 mesmo após a vacina?

Saiba por que é possível se infectar mesmo já tendo tomado as duas doses do imunizante

O ex-governador de Santa Catarina Eduardo Pinho Moreira anunciou nas redes sociais que foi diagnosticado com Covid-19 no último final de semana. Segundo a assessoria, o político passa bem e está em isolamento.

O que chama a atenção é que Pinho Moreira já havia sido vacinado com as duas doses do imunizante contra a Covid-19, com a segunda aplicada em 15 de abril. Por que, então, ele foi infectado mesmo após vacinado?

Pessoas vacinadas podem ter Covid-19?

Embora a vacina contra a Covid-19 seja a melhor opção para conter a ação do coronavírus no corpo humano e barrar o avanço da pandemia em todo o mundo, isso não quer dizer que ao recebê-la a pessoa fica imune ao vírus. Atualmente, não existe nenhuma vacina que garante a imunização total, ou seja, que impede que a pessoa contraia o vírus.

Na prática, o que as vacinas já aprovadas fazem é prevenir que a doença se manifeste de forma grave nas pessoas vacinadas, diminuindo as chances de elas serem internadas ou morrerem. Porém, mesmo isso depende de algumas condições, como o paciente ter tomado as duas doses e o tempo de imunização ter sido completado.

Vacina contra a Covid-19 não garante imunidade, mas reduz a chance de casos graves – Foto: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo/NDVacina contra a Covid-19 não garante imunidade, mas reduz a chance de casos graves – Foto: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo/ND

A pessoa que tomou apenas uma dose da vacina não está protegida, por exemplo. É preciso receber a segunda dose, de acordo com os critérios de cada imunizante, para garantir a eficiência da vacina.

Além disso, há um tempo entre a aplicação da segunda dose e a garantia de imunidade da vacina. A CoronaVac, por exemplo, indica que a imunização ocorre somente depois de duas a quatro semanas após o recebimento da segunda dose.

Tomei as duas doses e o tempo indicado para a imunização já passou, estou protegido? Ainda não é bem assim! Cada vacina tem uma eficiência, de acordo com o método de ação.

A CoronaVac tem eficiência de 50,7%, o que significa que a pessoa vacinada tem 49,3% de chance de contrair o vírus. Apesar disso, como o imunizante tem eficácia de 100% para casos graves, a possibilidade de ser internado ou morrer praticamente é inexistente.

Em resumo, uma pessoa vacinada tem menos chance de ter a forma grave da doença, o que é muito positivo. Apesar disso, ela ainda pode contrair o vírus, principalmente se não tiver tomado a segunda dose e o tempo de imunização esperado não tiver passado.

Como o próprio Pinho Moreira disse em sua publicação, “a vacina ameniza os sintomas e garante mais proteção, mas não traz imunidade”. Por isso, é importante continuar com as medidas de proteção, como o uso de máscara e álcool em gel, e evitar aglomerações.

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