Posto de saúde da Palhoça é alvo de furto e vandalismo

No Brejarú, várias grades foram entortadas e quebradas na tentativa de furtar objetos

Marcelo Bittencourt/ND

O único médico da ESF (Estratégia de Saúde da Família) que atende no posto de saúde do bairro Brejarú, na Palhoça, pediu transferência para outra unidade após um paciente cometer um ato de vandalismo. O profissional se comprometeu em permanecer na unidade até que alguém o substitua, mas a situação preocupa usuários e funcionários do local.

Segundo o coordenador do posto, Luis Carlos Geremias, há uma semana um paciente se revoltou quando funcionários da unidade pediram para ele vestir uma camisa ao entrar no ambiente e solicitar os documentos pessoais para a retirada da medicação na farmácia. “Ele ficou muito nervoso e quebrou dois vidros da porta de entrada”, recorda.

Após o incidente, Geremias conta que o clínico geral Sandro Borger Júnior pediu para ser transferido. “É uma pena, porque temos somente uma equipe da ESF, o suficiente para atender a comunidade”, explica o coordenador. Ele avisa que o profissional se comprometeu em ficar na unidade até que venha um profissional para substituí-lo.

Nas grades que protegem as janelas do posto de saúde é possível observar as marcas do ato de vandalismo. Algumas grades estão quebradas e outras, simplesmente, foram arrancadas. “Os profissionais ficam com medo de trabalhar aqui”, desabafa o coordenador. Geremias diz que no local há, diariamente, um enfermeiro e um dentista e, uma vez por semana, um nutricionista, um psicólogo e um pediatra, através do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família).

Contraponto

O secretário da Saúde Ari Leonel da Silva destaca que é uma preocupação o crescimento do estresse dos pacientes. “Nas clínicas particulares as pessoas esperam, diferente do atendimento público”, comenta.

Silva diz que todas as unidades têm médicos e neste momento está registrado o maior número de especialistas em Palhoça. “Se o médico do posto de saúde do Brejarú realmente sair, encaminharemos outro ao local. Não ficará sem profissional”, afirma. Ele acrescenta que este ano, a unidade foi alvo de vandalismo duas vezes.

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Saúde

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