Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


“Precisamos imunizar a população inteira”, afirma professor da UFSC

André Báfica, fala sobre o plano de imunização e a volta à vida "normal"

O professor de imunologia da UFSC André Báfica falou à coluna sobre os reflexos da campanha de vacinação no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Ele destacou a importância de acelerar o cronograma para evitar o aparecimento de novas variantes e alertou para a necessidade de manutenção dos cuidados de prevenção.
A vacinação contra a Covid-19 tem sido vista como a salvação da economia e o passaporte para a volta à vida normal, ou o mais próximo disso. É isso mesmo?

Em países que começaram a vacinação antes  tem sido observada a retomada e o aquecimento da economia. A vacinação em massa é uma das melhores maneiras de prevenir as infecções. Esse é o caminho. De qualquer forma, não podemos ter apenas uma parcela da população imunizada. Não adianta. Precisamos imunizar a população inteira.

Volta à vida normal depende do plano de imunização contra a Covid-19Volta à vida normal depende do plano de imunização contra a Covid-19
André Báfica, professor da UFSC – Foto: Divulgação/NDAndré Báfica, professor da UFSC – Foto: Divulgação/ND

Especificamente em reação à Covid-19, as vacinas foram geradas, por causa do estado pandêmico, com a ideia de prevenir os sintomas e evitar a letalidade. Não se sabia ainda se ela seria capaz de impactar na transmissão, mas trabalhos recentes mostram que certas vacinas diminuem a transmissão.

Então, quanto mais rápido vacinarmos, menor será a transmissão do vírus e a gente pode voltar a ter uma vida um pouco mais normal.

Qual a importância da velocidade da imunização no pior momento da pandemia, com colapso no sistema de saúde e fila de espera por UTIs?  Há expectativa de redução de casos a curto prazo?
A vacina diminui a chance de desenvolver uma doença grave e o risco de hospitalização. Nós vamos observar a curto e médio prazo uma redução das internações e da letalidade das pessoas que receberam a vacina. Mas a possibilidade de aparecerem muitas variantes com maior transmissibilidade, cenário bem possível, exige uma vacinação rápida.

Quais as principais orientações às pessoas que já receberam as vacinas, seja a primeira ou segunda dose?
Devemos manter o mesmo comportamento de quem não é vacinado. Os dados mostram que estamos vacinados contra os vírus que circularam inicialmente, mas não sabemos se estaremos protegidos contra que estão aparecendo. Devemos manter as mesmas práticas de uso correto da máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

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