Prefeito de Itajaí diz que não há contraindicação da ozonioterapia para Covid-19

Com exclusividade, Volnei Morastoni rebateu críticas e afirmou que há interesse financeiro por trás das acusações que lhe foram impostas

Nesta quarta-feira (5), o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, rebateu as críticas que recebeu após anunciar a participação do município no estudo nacional que indicia o tratamento da ozonioterapia no combate à Covid-19.

O prefeito citou a ação como essencial para pacientes com problemas respiratórios, e frisou que a ozonioterapia pode evitar a intubação de grande parte dos positivados com coronavírus.

Para Morastoni, que anunciou a terapia na última segunda-feira (3), as críticas sobre o tema são baseadas em interesses econômicos – por se tratar de um material de baixo custo – e políticos. Sobre a recomendação feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, ele afirma: “Não sabem o que estão fazendo”. 

Prefeito de Itajaí fala sobre a polêmica ozonioterapia – Foto: Isabela Corrêa/ ND

Itajaí vai participar de um protocolo de pesquisa nacional oficial, aprovado pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), do Ministério da Saúde, para uso de ozônio no tratamento de pacientes positivados com Covid-19.

Esse estudo foi proposto inicialmente pela Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) e Sociedade Brasileira de Ozonioterapia Médica (SOBOM). “Não é uma coisa inventada por Itajaí, não é uma iniciativa nossa. Nós estamos inscritos, assim como qualquer outro município que queira participar”, esclarece Morastoni. 

“Eu teria que ser processado se eu não tivesse buscado alternativas”. E completa: “Não vou ficar de braços dobrados vendo a banda passar”. A documentação necessária para liberar a pesquisa à base de ozônio, em Itajaí, aguarda aprovação do CONEP, e segundo o prefeito Morastoni, no máximo em cinco dias será dada a resposta ao município.

Enquanto espera a resposta, Itajaí organiza o espaço de atendimento, o mais indicado é o Centro Integrado de Saúde (CIS), localizado no bairro São Vicente. Haverá uma equipe previamente treinada para manusear o material e atender aos pacientes voluntários. 

O prefeito explicou as formas de aplicação do ozônio. Para pacientes ambulatoriais, a via de utilização é a insuflação retal, com um cateter introduzido na região retal, por aproximadamente dois minutos. Do local aplicado, o gás segue para todo o corpo.

As outras formas de tratamentos são por via endovenosa (EV), intramuscular (IM), intra-articular ou subcutânea, porém, o prefeito ressalta: “Todos os estudos mostram que essa é via mais eficaz para a aplicação”.

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