Prefeitura esclarece polêmica sobre escolha de vacinas contra Covid-19 em Blumenau

Informação de que empresários estariam escolhendo a marca das vacinas não procede, segundo a vice-prefeita

Uma informação tem levantado questionamentos em relação ao procedimento de vacinação em Blumenau: empresários que têm viagem marcada para fora do país estariam escolhendo a marca da vacina para receber o imunizante antes das viagens.

Cidadãos com viagem marcada para fora do Brasil buscam imunização em Blumenau  – Foto: Divulgação/Eraldo Schnaider/Prefeitura de BlumenauCidadãos com viagem marcada para fora do Brasil buscam imunização em Blumenau  – Foto: Divulgação/Eraldo Schnaider/Prefeitura de Blumenau

A situação, segundo a prefeitura, não é exatamente assim. Vice-prefeita e coordenadora da Comissão de Imunização, Maria Regina Soar esclarece que não há possibilidade de escolha de marca. Porém, de fato, a prefeitura atende a pedidos para vacinação de cidadãos com viagem marcada para fora do país.

Segundo Maria Regina, o serviço está disponível para qualquer cidadão que apresente esta necessidade, desde que esteja dentro dos grupos da população que já estão sendo vacinados.

“Quer deixar claro que não há escolha de marca de vacina. Tendo a possibildiade, no momento da vacinação vai receber aquela que estiver disponível. Não queremos prejudicar ninguém e esses casos são excepcionais”, afirma.

Como solicitar a vacina

Para ter acesso à vacina, é preciso fazer o agendamento da aplicação pelo telefone 156 e explicar a situação no momento do agendamento. No dia da aplicação é preciso levar um comprovante da viagem, como uma cópia da passagem.

Neste caso, a pessoa recebe a vacina aceita no país de destino que esteja disponível na Central de Vacinação – mas não pode escolher a marca do imunizante.

O caso ocorre, principalmente, com quem tem viagens marcadas para países que fazem parte da União Europeia. Atualmente, o bloco só aceita pessoas imunizadas com vacinas aprovados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Na lista das marcas aceitas e disponíveis no Brasil estão a Astrazeneca e a Pfizer, mas não a Coronavac – que teve apenas o uso emergencial aprovado pela OMS no dia 1º de junho, o que não garante a entrada nos países.

E quem não faz parte dos grupos prioritários?

A vice-prefeita explica que o município só tem autorização pra imunizar pessoas que estejam dentro dos grupos prioritários que já foram liberados para receber a vacina.

Se uma pessoa que não faz parte dos grupos precisa da imunização para poder viajar precisa apresentar um pedido para a prefeitura, que encaminha a solicitação para a SES (Secretaria de Estado de Saúde).

“É o Estado que avalia e decide se defere ou não o pedido. Já aconteceu com alguns atletas, que precisaram viajar para competições, por exemplo, e fizemos esse procedimento”, explica Maria Regina.

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Saúde