Primeiro caso de hepatite infantil ‘misteriosa’ é confirmado na América Latina; saiba onde

Em Santa Catarina, a SES monitora a situação de hepatite aguda infantil e deixou o Estado em alerta para os sintomas

O Ministério da Saúde da Argentina confirmou o primeiro caso de hepatite aguda infantil no país nesta quarta-feira (4). O paciente é um menino de 8 anos, que vive em Rosário, a cerca de 300 km de Buenos Aires.

Esse é o primeiro caso registrado de hepatite aguda infantil da América Latina – Foto: Altemar Alcantara/Divulgação/Arquivo/NDEsse é o primeiro caso registrado de hepatite aguda infantil da América Latina – Foto: Altemar Alcantara/Divulgação/Arquivo/ND

A criança é da província de Santa Fé e está internada no hospital infantil da Zona Norte da cidade de Rosário. O Ministério da Saúde argentino não deu mais detalhes sobre a situação do paciente, apenas informou que a forma como o menino adoeceu é desconhecida. Confira o anúncio oficial clicando aqui.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu em abril de 2022, um alerta sobre esse tipo de hepatite, que está atingindo crianças e adolescentes. Nesta quarta-feira, a organização informou que 228 casos foram registrados em ao menos 20 países, principalmente na Europa.

O caso do menino é o primeiro registrado na América Latina. O hospital informou que se trata de “um caso isolado que está sendo acompanhado por equipes” de especialistas.

Primeiros casos registrados

Os primeiros dez casos desta hepatite aguda foram relatados pelo Reino Unido à OMS em 5 de abril. Um caso fatal já foi relatado na Europa e outros três na Indonésia. A idade dos afetados varia de 1 mês a 16 anos.

Os infectados eram crianças menores de 10 anos sem doenças anteriores e, desde então, infecções também foram detectadas na Espanha, Israel, Dinamarca, Itália, Estados Unidos e Bélgica.

Segundo a OMS, existe uma investigação para descobrir o agente causador do que, neste momento, a entidade classifica como “hepatite aguda de etiologia desconhecida”. Entre as hipóteses, conforme a organização, estão a infecção por um adenovírus ou outro tipo de agente. Os pesquisadores investigam, também, ainda a possibilidade de a doença ser uma sequela da Covid-19.

Até o momento nenhum caso foi registrado no Brasil. Ainda assim, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) informou na última terça-feira (26) que está em alerta e monitora a situação da doença em Santa Catarina.

A SUV (Superintendência de Vigilância em Saúde), por meio do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), orientou todos os serviços de saúde através de uma nota para que estejam em alerta para os pacientes que se enquadrem nos sintomas.

Confira o documento da Dive, clicando aqui.

*Com informações do Portal UOL e La Nacion

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