Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Proposta de lockdown: reação inédita e contundente de entidades em SC

Reunião emergencial entre governo e órgãos de fiscalização será nesta segunda-feira (1º)

A recomendação conjunta de órgãos de controle, defendendo lockdown por 14 dias em Santa Catarina, recebeu imediata contestação do governo do Estado. E, ato contínuo, um saraivada de críticas e notas oficiais no fim de semana contra a adoção da medida, com apoios declarados às decisões do governo estadual.

Lockdown em praia de Navegantes – Foto: Reprodução/NDLockdown em praia de Navegantes – Foto: Reprodução/ND

A recomendação tem a assinatura do Ministério Público de Santa Catarina, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Tribunal de Contas do Estado, Defensoria Pública da União e Defensoria Pública Estadual.   A alegação é o colapso nos hospitais, com pacientes em estado grave esperando a liberação de leitos de UTI.

A resposta fulminante do governo foi encaminhada ao procurador-geral de Justiça, Fernando Comin, assinada pelos secretários Motta Ribeiro, Eron Giordani,  Jorge Tasca, Paulo Eli, e Alison de Bom de Souza.

A avaliação do Centro Administrativo é a de que as medidas já estavam sendo adotadas e avaliadas de forma permanente. E representavam uma verdadeira intervenção na gestão estadual. Houve queixas e críticas de deslealdade institucional e busca de protagonismo, num momento delicado e gravíssimo que exige  convergência e mais colaboração.

De outro lado, a recomendação reflete também a fala de comando e de ação eficaz do governo nestes 12 terríveis meses de pandemia. A gestão tem sido confusa, ineficiente e sem planejamento estratégico.

Reunião marcada para esta segunda-feira (1º) entre os órgãos e o governo vai procurar alguma ação conciliatória.

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