Qualirede alerta sobre importância da continuidade dos tratamentos de câncer na pandemia

Líder em gestão de saúde, empresa chama a atenção para pacientes oncológicos que necessitam de tratamento contínuo

Diagnóstico e tratamento de câncer devem ter continuidade, em segurança – Foto: Divulgação

O mundo está enfrentando a pandemia do novo coronavírus, que já afetou milhares de pessoas. Porém, o medo de contrair a Covid-19 em consultórios e hospitais fez com que alguns pacientes oncológicos deixassem de dar continuidade ao tratamento de câncer.

A Qualirede, líder em gestão de saúde, alerta que a doença é a segunda principal causa de mortes no mundo, e é fundamental não adiar o tratamento dela.

Pesquisas têm revelado as preocupações dos oncologistas na interrupção  do tratamento de câncer.

De acordo com o Instituto Oncoguia, 43% de 429 pacientes em tratamento, informaram que foram afetados pela pandemia, com procedimentos adiados, cancelados e com dificuldade para marcar consultas pelas instituições. Outros 12% justificaram decisões pessoais, e 3% decisão compartilhada entre paciente e médico.

Buscando atendimento e orientação

A enfermeira da Qualirede, Ligia Zappe, explica que além do medo de frequentar os ambientes hospitalares, o fato de que muitas clínicas estavam fechadas, leitos estavam indisponíveis e cirurgias necessárias que acabaram sendo adiadas também influenciaram na decisão dos pacientes.

“Todas essas situações são graves e com enorme prejuízo à saúde. Por isso é importante sempre buscar atendimento médico e conversar com o profissional para que ele oriente o melhor a ser feito”, esclarece.

Ligia lembra que os hospitais e clínicas também vêm se adaptando às novas formas de segurança em atendimento. Com propostas mais seguras e demonstrando cuidado nas práticas, pacientes conseguem ultrapassar seus medos e priorizar o tratamento contra o câncer mesmo em meio à pandemia.

“O risco de interromper ou não iniciar um tratamento oncológico é grave. Sabemos que o paciente oncológico não pode interromper jamais um tratamento, com risco de recidiva da doença. Esse índice é muito grande em um tratamento interrompido ou não realizado de maneira adequada. Os ambientes estão preparados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, os pacientes precisam acreditar nisso”, reforça Ligia.

Os impactos da pandemia

Pesquisas têm revelado as preocupações dos oncologistas na interrupção  do tratamento de câncer.

De acordo com o Instituto Oncoguia, 43% de 429 pacientes em tratamento, informaram que foram impactados pela pandemia. Entre as justificativas estão o cancelamento de consultas e exames pelas instituições (43%), decisões pessoais (12%) e decisão entre paciente e médico (3%).

Outro dado importante é referente ao diagnóstico do câncer. As Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica indicaram que desde o início da pandemia, 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com a doença, e 70% das cirurgias oncológicas foram adiadas.

Quem tem histórico de câncer na família sabe o que significa repetir exames de rotina frequentemente e a importância de não adiá-los, já que o atraso no diagnóstico prejudica um futuro tratamento, sendo a prevenção e o diagnóstico precoce as maiores causas da diminuição de óbitos pela doença.

Por isso, a Qualirede recomenda que os pacientes mantenham os exames em dia. Somente assim é possível evitar prejuízos à saúde.

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