Quarta morte por dengue em Santa Catarina acende alerta

Esta é a primeira morte por dengue em 2021 registrada fora de Joinville, onde ocorreram outros três casos

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) confirmou a quarta morte por dengue em Santa Catarina. O caso foi registrado em Camboriú, no Litoral Norte do Estado. A vítima, de 49 anos, morreu no dia 24 de maio em decorrência das complicações causadas pela doença.

O caso já fora confirmado pela Vigilância Sanitária de Camboriú, no dia 26. A reportagem conta com informações da Dive/SC.

Quarta morte por dengue em Santa Catarina e acende alertaSanta Catarina voltou a perder moradores para a dengue em 2021, após cinco anos sem óbitos – Foto: Pixabay/Reprodução

Estes são os primeiros registros de morte por dengue em Santa Catarina após cinco anos. Os últimos casos foram registrados em 2016, nos municípios de Chapecó e Pinhalzinho, ambos no Oeste catarinenses.

As outras três mortes deste ano ocorreram em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A primeira foi registrada no dia 30 de abril, um paciente de 49 anos. As outras foram notificadas nos dias 2  e 13 de maio. As vítimas tinha 75 e 33 anos, respectivamente.

Recorde de casos

O ano de 2021 registra também o recorde de casos da doença no Estado. Até o momento foram confirmados 9.839 casos no estado, sendo que no mesmo período em 2020, haviam sido confirmados 9.133 casos.

A taxa representa um aumento de 8% no número de casos confirmados comparado com o ano passado. São três municípios em situação de epidemia pela doença: Joinville, Santa Helena e Navegantes.

Prevenção

Para João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive/SC, a principal forma de prevenir as doenças é eliminar locais que possam acumular água. As Secretarias de Saúde municipais devem estar atenta ao avanço dos casos e “realizar o manejo clínico correto”.

Principais sintomas

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares e nas articulações;
  • dor atrás dos olhos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • Podem ocorrer também náuseas e vômitos.

Transmissão

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. Além de dengue, o mosquito também transmite zika e chikungunya.

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Ela escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. O mosquito adulto surge num ciclo de, aproximadamente, 7 dias.

“Por isso a importância de que cada um observe o seu ambiente ao menos uma vez por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Não esquecer de inspecionar caixas d’água, galões, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo, bandejas de ar-condicionado, entre outros”, finaliza Ivânia Folster, gerente de zoonoses do órgão.

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Saúde