Quem é o médico que foi às ruas prescrever ivermectina em Blumenau

Adilson Tadeu Machado, de 71 anos, é um defensor dos tratamentos preventivos à Covid-19

A fotografia mostra uma mesa com duas cadeiras do lado de fora do Parque Vila Germânica, onde funciona a Central de Atendimento aos Casos de Coronavírus. Nela, um homem de jaleco, viseira, máscara e luvas aparece pronto para receber os pacientes.

Quem está na imagem que ganhou repercussão é o médico Adilson Tadeu Machado, de 71 anos. Nascido em Lages, formado em 1977, oficial da reserva do Exército e com anos de atuação no Hospital Santa Isabel, ele decidiu ir às ruas prescrever a ivermectina como prevenção à Covid-19.

Adilson Tadeu Machado ao lado da Vila Germânica prescrevendo ivermectina – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDAdilson Tadeu Machado ao lado da Vila Germânica prescrevendo ivermectina – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

A medida foi adotada por cidades como Itajaí. No município litorâneo, a prefeitura ofereceu o remédio gratuitamente à comunidade como profilaxia. Até domingo (19), mais de 110 mil pessoas tinham aderido ao tratamento. Em Brusque, a Unimed disponibilizou um coquetel contendo o medicamento a profissionais da linha de frente de combate à pandemia.

Adilson concorda com as medidas adotadas nas duas cidades. Além disso, pontua outras regiões do Brasil que tomaram iniciativas semelhantes. Algumas até usando hidroxicloroquina e azitromicina.

“Quando você tem, em Belém do Pará, uma estrutura que vocês viram pessoas morrendo nas portas das UPAS e uma médica valente, da Unimed, propôs entregar kits para fase um e fase dois, principalmente para atendimento precoce dessas pessoas, em uma semana diminui o acesso das pessoas a UTI, fazendo 55 mil tratamentos de cooperados. Será que é só eu que vejo isso? Eu não sou cientista. É uma evidência de medicina de pé no chão. Por isso eu fiz o meu protesto, para ser ouvido naquilo que eu defendo”, enfatiza o médico.

Adilson Tadeu Machado – Foto: Suellen Venturini/NDTVAdilson Tadeu Machado – Foto: Suellen Venturini/NDTV

É por isso, segundo o médico, que ele foi à Vila Germânica. Era uma forma de chamar a atenção das autoridades de Blumenau para as possibilidades de se intervir antes de a UTI ser necessária.

Naquele dia 11 de julho, ao lado da Central do Coronavírus, foram entre cinco e seis pessoas atendidas. Porém, logo Adilson foi orientado pela prefeitura a deixar o local, por não ser o recomendado para consultas médicas.

Ele saiu. Mas de lá para cá, os pedidos de ajuda pelas redes sociais se multiplicaram. Em algumas publicações chegou a citar outros profissionais que também têm feito a prescrição dos medicamentos para fins profiláticos.

Defesa do tratamento precoce

Estudos do médico francês Didier Raoult, os tratamentos propostos pelo médico americano Vladimir Zelenko, pela brasileira Lucy Kerr e do grupo Prevent são usados para embasar a defesa do tratamento precoce.

“Esses trabalhos são sérios. ‘Ah, mas não tem o estudo randomizado do comparado com o placebo’. Chega dessa baderna, gente. Chega disso. Tá na hora desse pessoal acordar. Por que não traz para cá a doutora Valéria, lá da Unimed, o doutor Cássio Prado de Porto Feliz, por que não traz todos esses profissionais que tiveram resultados? O que falta para Blumenau fazer isso?”, questiona o médico ao pontuar também o desafio da cidade quanto aos leitos de UTI, que estão perto dos 100% de ocupação.

Apesar do esforço de Adilson, a prefeitura de Blumenau não estuda criar um protocolo para uso de medicamentos como prevenção à Covid-19.

Entretanto, o prefeito Mário Hildebrandt e o secretário de Promoção da Saúde, Winnetou Krambeck, têm reiterado que não proíbem o uso de nenhum remédio na cidade. Segundo eles, o médico tem a autonomia de receitar qualquer remédio e o paciente acata a orientação se considerar adequada.

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Saúde

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