‘Queria enterrar meu filho’, diz mãe de bebê que nasceu morto em vaso sanitário em BC

Fernanda entrou em trabalho de parto no hospital, e alega ter sido orientada pela enfermeira a "dar descarga" no bebê

Fernanda Ademek, de 19 anos, ainda não conseguiu dar um enterro e um velório digno ao filho, que nasceu morto na última sexta-feira (3). Ela entrou em trabalho de parto no hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, depois de descobrir que o feto estava morto. O bebê caiu no vaso e uma enfermeira teria orientado a “dar descarga”.

A jovem relata que tomou alguns remédios para induzir o parto e, no dia seguinte, já no sábado (4), Fernanda começou a sentir fortes dores. “A dor estava fora do normal e por volta do meio uma enfermeira veio e fez exame de toque e disse que não era nada, não era o bebê saindo”, disse.

‘Queria enterrar meu filho’, diz mãe de bebê que nasceu morto em vaso sanitário em BC – Foto: Leandro Lins/NDTV‘Queria enterrar meu filho’, diz mãe de bebê que nasceu morto em vaso sanitário em BC – Foto: Leandro Lins/NDTV

Fernanda conta que então foi ao banheiro e o bebê acabou caindo no vaso sanitário. “Entrei em desespero, meu marido também, não sabíamos o que fazer, ele começou a gritar e chamar alguém”, relembra. Segundo ela, a enfermeira orientou o pai da criança a dar a descarga. Num momento de desespero, ele seguiu a orientação.

O hospital, no entanto, alegou que a orientação foi para não dar a descarga, e que o médico foi chamado para retirar o feto, pois a placenta obrigatoriamente tem que ser encaminhada para exame patológico.

Fernanda alega que pediu para levar o bebê e enterrar o filho, mas diz não teve nenhum retorno. “Não me falaram as medidas dele nem nada, pedi para trazer meu bebê porque iria enterrar, mas não deixaram eu trazer.  Perguntei pra onde ia, mas não falaram, ele era grande lindo todo perfeito, com toda certeza eu poderia trazer e enterrar meu filho”.

O hospital alega que “a paciente recebeu todo o suporte da equipe multidisciplinar, além da enfermagem, psicologia e serviço social, bem como orientação dos procedimentos a serem adotados com relação ao feto e legislação em vigor”.

Ainda afirma que não houve manifestação dos familiares dentro das 24 horas no desejo de retirada do feto, e que, por isso, “foi dada a destinação conforme normas do Ministério da Saúde e ANVISA para esses casos especificamente”.

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Saúde

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