Reencontro entre mãe e filha recém-nascida simboliza vitória contra a Covid-19

Profissionais relatam melhora na oxigenação da paciente com Covid-19 ao tocar criança e história emociona família e equipe de hospital

Equipe e paciente Mariana Miranda comemoram vitória contra a Covid-19 – Foto: Divulgação/HUGFEquipe e paciente Mariana Miranda comemoram vitória contra a Covid-19 – Foto: Divulgação/HUGF

O reencontro entre uma mãe em recuperação da Covid-19 e sua filha de poucos dias de vida emocionou a família e os profissionais que assistiam a paciente. Depois de 24 dias internada na UTI respiratória, a auxiliar administrativa Mariana Cirimbelli Miranda, 31 anos, pôde finalmente ter no colo a filha Lara, de quem a Covid-19 a separou seis dias após o nascimento.

A cena, que alentou a família e a equipe médica, tornou-se também um dos símbolos das vitórias contra a Covid-19.

A evolução de Mariana, combinada pelo atendimento recebido no Hospital Unimed Grande Florianópolis, contrapõe um dado alarmante do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19).

Mortes de gestantes e puérperas (mães de recém-nascidos) mais do que dobraram em 2021, em comparação com 2020: foram 289 óbitos em 2021, uma média de 22,2 mortes a cada semana.

 Vírus separou mãe e filha

Mariana contraiu o vírus durante a gestação e deu à luz Lara em 10 de março, na Maternidade Santa Helena. No dia 16, precisou ser internada no Hospital Unimed, separando-se de Lara. Um dia depois, teve de ser entubada por duas semanas para tratar o agravamento da doença.

O quadro de Mariana ficou gravíssimo, e os primeiros avanços demoraram a aparecer, impondo dias de aflição e de angústia à família, que ficou a cargo dos cuidados da pequena Lara.

Assim que Mariana foi extubada, o Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (SCIRAS) do Hospital Unimed Grande Florianópolis começou a avaliar a possibilidade de uma visita humanizada.

 Um reencontro programado com cuidado

Cada caso é examinado individualmente, analisando os riscos e os ganhos para o paciente. O reencontro foi autorizado após os pareceres da infectologista, da médica assistente e da enfermeira responsável pelo SCIRAS.

“Vimos que seria muito importante para ela, ver a bebê. Então, começamos a preparar as medidas de cuidado e de proteção, barreiras que asseguram que a bebê, mesmo exposta a um ambiente nocivo, pudesse estar segura”, explica Adriana Martins Menezes, enfermeira responsável pelo SCIRAS.

Ao segurar a filha, Mariana tem melhora na oxigenação do sangue

Pouco depois de completar os primeiros 30 dias de vida longe da mãe, a pequena Lara foi paramentada para o momento mais marcante da vida de toda a família. Durante 15 minutos, Mariana pôde, finalmente, segurar a menina em seus braços, o que a fez apresentar melhora imediata na oxigenação do sangue.

Mãe e filha se reencontram e médicos relatam melhora da paciente – Foto: Divulgação/HUGFMãe e filha se reencontram e médicos relatam melhora da paciente – Foto: Divulgação/HUGF

“Como a Mariana estava com Covid, não pude ver o parto da Lara. Então, quando vi as duas juntas e a Mariana colocando o rosto dela ao lado do rostinho da Lara, podendo dar um carinho a ela, e a Lara podendo sentir o cheiro da Mariana, foi o momento mais incrível das nossas vidas. Daqui a pouco, a Mariana já está em casa para criar a nossa filha”, confia o marido da paciente, o autônomo Paulo Roberto Silva Junior.

 Equipe comemora ação e visível melhora da paciente

Além do marido e da mãe de Mariana, a visita foi acompanhada pelos profissionais da equipe. “Foi fantástico, foi excelente! A mãe, durante a visita, inclusive apresentou uma melhora na oxigenação do sangue. A melhora da paciente foi visível só em ver a bebezinha dela”, lembra a enfermeira Adriana.

Internada há um mês, Mariana apresentou  bom quadro evolutivo de melhora no enfrentamento à Covid-19 e foi transferida para o quarto, onde permaneceu até o dia de sua alta hospitalar, em 28/4.

+

Unimed – Nosso jeito de cuidar