Região Sul do país tem melhora nas desigualdades sociais em saúde, diz FioCruz

Mesmo com a “ligeira redução”, como define a FioCruz, 65 dos 84 municípios que estiveram classificados na lista dos mais desiguais da Região Sul no início da pandemia permanecem nessa condição

A FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou nesta quinta-feira (30) o IDS (Índice de Desigualdade em Saúde). A divulgação da Fundação mostra que a Região Sul teve melhora na situação de desigualdades sociais em saúde.

IDS é calculado com base em dados socioeconômicos, sociodemográficos e serviços de saúde – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/NDIDS é calculado com base em dados socioeconômicos, sociodemográficos e serviços de saúde – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND

O IDS-Covid-19 foi calculado com base em dados socioeconômicos, sociodemográficos e de acesso aos serviços de saúde. Os pesquisadores também utilizaram dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do CNES (Cadastro Nacional dos Equipamentos de Saúde) para capturar número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e respiradores. Do Índice Brasileiro de Privação é tirado a renda, educação e condições de domicílio.

A Região Sul não teve nenhum dos 1.188 municípios classificados no pior agrupamento antes da pandemia (fevereiro de 2020).

Mesmo com a “ligeira redução”, como define a FioCruz, 65 dos 84 municípios que estiveram classificados na lista dos mais desiguais da Região Sul no início da pandemia permanecem nessa condição.

Outras regiões

De acordo com a Fundação, depois da primeira onda da pandemia de Covid-19, somente 3% dos municípios da Região Norte conseguiram reduzir as condições de desigualdades em saúde, segundo dados do IDS-Covid-19.

Em uma comparação com municípios da Região Sul, por exemplo, 8% deles apresentaram redução das desigualdades. A região concentra a maior proporção de municípios nas piores situações de desigualdades.

Já no Centro-Oeste há distribuição em diferentes níveis de desigualdade, segundo os cálculos do IDS-Covid-19. No entanto, ainda há um maior volume de locais classificados nos dois piores grupos com relação à situação de desigualdades sociais em saúde.

Níveis em outras regiões oscilam entre intermediários e piores grupos – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/NDNíveis em outras regiões oscilam entre intermediários e piores grupos – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

No Sudeste os níveis são intermediários. Em Minas Gerais, no início da pandemia, 50% dos municípios foram classificados nos dois últimos grupos, com pior situação de desigualdade, e 33% em uma posição intermediária.

Em São Paulo 41% dos municípios estavam nos agrupamentos com menor nível de desigualdade e 11,3% nas duas piores posições. No Rio de Janeiro, dos 92 municípios que compõem o estado, 39 iniciaram a pandemia nas piores situações relativas às desigualdades, segundo o índice, e 28 deles mantiveram o lugar ao longo dos períodos analisados pelos pesquisadores.

Antes da pandemia, 98% dos municípios da Região Norte estavam nos agrupamentos 4 e 5, os dois piores grupos classificados pelo IDS-Covid-19. Na Região Sudeste eram 35% dos municípios e, no Sul, apenas 7%.

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