Sabrina Aguiar

sabrina.aguiar@ndtv.com.br Coluna sobre os assuntos de Joinville e região. A economia, segurança pública, política e todos outros fatos por quem vive e pensa sobre as cidades.


Risco gravíssimo: quando e como Nordeste de SC pode mudar essa situação

Projeção do secretário municipal de saúde é que em poucas semanas possa ser possível, mas para isso conta alguns fatores importantes

Parece que sair do gravíssimo do mapa de risco para a Covid-19 de Santa Catarina se transformou em missão quase impossível para a região Nordeste. A atualização deste sábado (11) colocou novamente na cor vermelha, na região onde Joinville está dentro.

Há pelo menos cinco semanas é essa a situação que faz muitos pensarem: por que não saímos? Por que não há redução? Até porque influencia nos decretos e impactos nas vidas das pessoas e no funcionamento de milhares de estabelecimentos.

Vacinação é uma das grandes armas contra a Covid-19, mas não impede de manter região Nordeste ainda no gravíssimo. – Foto: Getty Images/NDVacinação é uma das grandes armas contra a Covid-19, mas não impede de manter região Nordeste ainda no gravíssimo. – Foto: Getty Images/ND

Bom, o pensamento vai muito além de pensarmos apenas em números de casos. Sim, em Joinville houve uma redução na média diária de novos casos. No último boletim, a informação de que 1.383 pessoas estão em isolamento domiciliar por conta de estarem positivos para o Coronavirus.

Em vacinação, 394.411 com a primeira dose e 188.945 com a segunda ou dose única. Ótimos índices mas que são vencidos por um fator dominante e preocupante ainda: os leitos de UTI. Em Joinville, a taxa de ocupação está em 82%. Estes dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Já pela Secretaria de Estado, números mais abrangentes quando se trata da região. Em Santa Catarina, a taxa de ocupação de UTI Adulto é de 63,3%. Subiu um pouco, já que semana passada estava em 45,40%. 

Para ajudar a entender o motivo da região se manter no gravíssimo, o secretário de saúde de Joinville Jean Rodrigues traça um panorama. Transmissibilidade é o ponto crucial, segundo ele. Aí a variante delta vira um grande obstáculo, já que ela possui uma transmissão muito mais rápida.

Claro, os leitos de UTI adulto com alta taxa de ocupação também colaboram para a situação no mapa de risco e se melhorasse iria sim impactar na matriz.

Mas Jean Rodrigues prevê para outubro sairmos do gravíssimo mesmo que os leitos esteja com muita ocupação. Isso se conseguirmos segurar os casos ativos e alcançar 50% da imunização completa.

Completa! Ou seja, tomando também a segunda dose. Parece mentira que em Joinville cerca de 12 mil pessoas não procuraram completar o ciclo de imunização. Já houve mutirão, agora agendamento direto pelo site e por fim, a atitude de quem ainda não o fez, tão importante para resolver pelo seu bem e de quem está a sua volta.

No fim, falar em uma lista de todos os pontos sobre como evitar a propagação do vírus, é insistir em algo repetido inúmeras vezes. Para nós, para a região Nordeste, não custa relembrar. Agora, neste momento, eu digo que além de máscara, distanciamento e nada de aglomeração, é a consciência. Saber na hora tomar os cuidados e não fazer mesmo quando achar que possa parecer um risco. Aqueles segundos de refletir e com consciência, faz a diferença!

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