Sábado marcado pelo Dia Mundial da Hemofilia

Doença afeta cerca de 24 mil pessoas em todo o Brasil

Neste sábado (17) é lembrado o Dia Mundial da Hemofilia, condição rara que afeta, pelo menos, 24 mil pessoas em todo o Brasil. A doença dificulta a coagulação do sangue, fator essencial para que o nosso organismo possa estancar ferimentos internos e externos.

Estima-se que 350 mil pessoas vivam com hemofilia em todo o mundo – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/NDEstima-se que 350 mil pessoas vivam com hemofilia em todo o mundo – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/ND

A data foi criada para promover a conscientização e divulgar mais informações sobre o distúrbio, que se desenvolve a partir de um fator hereditário. Atualmente, estima-se que 1 em cada 5.000 crianças brasileiras nasçam com essa condição.

Em 2021, a Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (Abraphem) lançou uma campanha intitulada “Dominando a Hemofilia: Construindo Conhecimento para um Melhor Tratamento”, além de um jogo de tabuleiro desenvolvido para crianças de 6 a 9 anos, visando informar a sociedade desde cedo.

Mariana Freire, presidente da Abraphem, garante que uma das maiores dificuldades é fornecer um atendimento acessível a todos: “Pacientes que vivem longe dos grandes centros ficam sem a possibilidade de tratamento ortopédico, fisioterapêutico e odontológico especializados, que são essenciais para a qualidade de vida das pessoas com hemofilia”.

Segundo a Fiocruz, o  método para tratar a doença é por meio da infusão do fator de coagulação na veia. O procedimento é feito em centros de tratamento de hemofilia.

A data foi oficializada no ano de 1989, e o dia 17 de abril foi escolhido por conta do aniversário de Frank Schnabel, fundador da Federação Mundial de Hemofilia, instituição que visava criar, anualmente, mobilizações para desmistificar as causas, sintomas e dificuldades.

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