Saiba o que fez o Meio-Oeste de SC voltar ao risco alto da Covid-19

Região estava no nível moderado, mas sofreu alteração na última atualização do mapa de risco do governo de Santa Catarina

A região do Meio-Oeste de Santa Catarina voltou a ficar no amarelo no mapa de risco da Covid-19 e a situação acende um alerta sobre a possibilidade de uma nova onda de contágio após as festas de fim de ano. A mudança foi informada na atualização do mapa de risco da Covid-19 divulgada pelo governo estadual no primeiro dia de 2021.

Região voltou a ficar no amarelo – Foto: Leo Munhoz/NDRegião voltou a ficar no amarelo – Foto: Leo Munhoz/ND

Na atualização, a região saiu do nível moderado para o alto, indicando crescimento no risco relacionado ao coronavírus nos municípios do Meio-Oeste. De acordo com boletim divulgado pela SES (Secretaria de Estado da Saúde), os itens monitoramento e a transmissibilidade impactaram na mudança.

O monitoramento avalia o percentual de vacinados e a variação de casos em relação à semana anterior e, segundo o governo estadual, sofreu influência de casos que não haviam sido notificados anteriormente. A nota da região está em 2,50 o que indica risco alto.

No item transmissibilidade, que monitora a taxa de pessoas que transmitem o vírus e os parâmetros de transmissão, a região também está no risco alto (nota 2,50).

Situação da pandemia na região

Dados do painel de monitoramento regional da SES, mostram que desde o início da pandemia a região confirmou 38.250 casos. Nos últimos dias foram confirmados 99 novos casos e nos últimos 14 dias foram notificados 53 casos ativos. O número de mortes na região é de 548, sendo apenas um computado nos últimos dias. A letalidade é de 1,43%.

Os municípios que fazem parte da região do Meio-Oeste, de acordo com a divisão da SES, são: Herval d’Oeste, Joaçaba, Catanduvas, Luzerna, Vargem Bonita, Abdon Batista, Ibicaré, Treze Tílias, Jaborá, Erval Velho, Capinzal, Água Doce, Brunópolis, Campos Novos, Celso Ramos, Lacerdópolis, Monte Carlo, Ouro, Vargem e Zortéa.

Joaçaba, o maior município da região, teve 7.123 casos confirmados desde que a pandemia começou. O número de mortes é de 76 e um confirmado nos últimos dias. A taxa de letalidade é de 1,07%. Nos últimos dias foram confirmados 13 novos casos e totalizou 18 casos ativos. Os dados são do sistema do sistema de monitoramento regional do Coronavírus do governo de Santa Catarina.

O ND+ tentou um retorno da AMMOC (Associação dos Municípios do Meio-Oeste Catarinense) para identificar se novas medidas de restrição serão tomadas para frear o contágio na região, mas não conseguiu contato até às 16h30 desta terça-feira (4).

Além da região Meio-Oeste, o Nordeste também está em risco alto, enquanto as demais regiões estão em nível moderado.

Nova onda de contaminação?

O aumento de infecções e da taxa transmissão nos últimos dez dias do ano em Santa Catarina apontam “possibilidade concreta do início de uma nova onda de contaminação da população catarinense, caso persistam as condições atuais (grandes aglomerações sociais e descaso com uso das máscaras)”, alerta o documento publicado nesta terça-feira (4).

Cabe lembrar que os dados da Covid-19 estão defasados em todo o Brasil desde o último dia 10 após o ataque hacker sofrido pelo Ministério da Saúde. Muitos exames positivados represados foram computados apenas no fim de dezembro, o resulta em taxas mais altas que as reais.

Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) ressalta que há um crescimento de infecções, independente dos problemas de registro. “O aumento de casos é decorrência tanto do restabelecimento do acesso aos sistemas de informação, como também um aumento na transmissão da doença”.

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