Santa Catarina investiga mais dois casos suspeitos de fungo negro; veja as cidades

Primeiro caso registrado segue sendo monitorado em Joinville; Saúde ainda aguarda a confirmação em laboratório

Mais dois casos suspeitos do chamado fungo negro estão sendo investigados em Santa Catarina. O termo é popularmente utilizado para se referir à mucormicose.

Esporos do fungo negro – Foto: Portal R7/Divulgação/Zygoli Research ConstortiumEsporos do fungo negro – Foto: Portal R7/Divulgação/Zygoli Research Constortium

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou na tarde desta terça-feira (8), que os casos foram notificados nos municípios de Chapecó e Jaraguá do Sul.

Há ainda um caso suspeito em acompanhamento na cidade Joinville. O caso é de um homem, de 52 anos, que teve diagnóstico confirmado de Covid-19 e possui histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide)

Segundo a Dive/SC, todos os três casos estão aguardando a confirmação feita em laboratório, que pode demorar mais de 25 dias. O órgão estadual não repassou informações sobre sexo, idade ou histórico de comorbidades das duas investigações recentes.

O médico infectologista da Dive/SC, Fábio Gaudenzi, explicou que a mucormicose é uma infecção fúngica invasiva grave e que pode acometer as pessoas que já estão com a imunidade reduzida. Indivíduos diabéticos, com doenças onco-hematológicas ou que utilizam medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis à contaminação.

Mucormicose

A mucormicose é uma infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales. A contaminação ocorre por meio da inalação de mofo mucoso, normalmente encontrado em esterco, plantas, frutas e vegetais em decomposição.

A doença não é contagiosa, o que significa que não pode se espalhar pelo contato entre humanos ou animais. Mas ela se espalha a partir de esporos de fungos que estão presentes no ar ou no ambiente, que são quase impossíveis de evitar.

Os sintomas iniciais da mucormicose são dores de cabeça, inchaço do rosto e febre. A infecção, que geralmente se manifesta na pele, pode espalhar-se para outras partes do corpo. Em casos graves, pode evoluir para coma e óbito.

O tratamento costuma ser realizado com intervenção cirúrgica para remover os tecidos infectados ou mortos. Em alguns pacientes, a evolução da doença pode resultar na retirada de parte da mandíbula ou do olho.

Também há tratamento medicamentoso, que pode envolver um período de quatro a seis semanas de terapia antifúngica intravenosa, dependendo do quadro clínico do paciente.

Diversos estudos estão sendo realizados no mundo para verificar possíveis relações entre a mucormicose e pacientes com Covid-19, especialmente os que apresentam comorbidades e quadros imunodeprimidos.

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